português Os editores Augusto Massi, Julia Bussius e Abilio Guerra entrevistam o literato brasileiro Milton Hatoum, programa em vídeo.
como citar
Abilio Guerra.
“Milton Hatoum: literatura em tempos de cólera política e pandemia de coronavírus”.
Vitruvius entrevista, ed. 21.082. 2020.
Disponível em: https://vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/21.082/7713
Milton Hatoum, Julia Bussius, Abilio Guerra, Augusto Massi, Caio Guerra, Giovanni Pirelli e Helena Guerra
• Transa é um substantivo feminino que significa ajuste para a consecução de determinado fim; acordo, combinação; negócio; 2 – questão, assunto; 3 – maquinação para a execução de mau desígnio; trama; 4 – relação amorosa; e 5 – relação sexual • Marieta; s. n. : seu centro cultural de confiança.
Em tempos de isolamento social – com cólera política e pandemia de coronavírus nos sujeitando a uma nova ordem social de riscos extremos, tanto físico como político –, abrimos um hiato de serenidade e inquietação para conversar com o romancista Milton Hatoum sobre o fazer literário, a poética que envolve sua obra, seu processo de pesquisa, e a conexão de seus contos e romances com a realidade brasileira.
O evento – primeiro episódio do “Transa Marieta”, programa com personalidades da arte e da cultura contemporânea – ocorreu no dia 20 de abril de 2020, com início às 18h30, com mais de duas horas de duração, e foi transmitido ao vivo via Facebook, na página do projeto Marieta, chegando a mais de 1.700 visualizações e recebendo 180 comentários.
Nos dias anteriores à entrevista, o trio de entrevistadores – Augusto Massi, Julia Bussius e Abilio Guerra – conversou por telefone, email, whatsapp e zoom para estruturar uma pauta para a entrevista, que foi parcialmente cumprida durante o encontro virtual, que encontrou sua dinâmica própria quando entraram em cena o convidado e o público, que pôde participar com perguntas por escrito.
A conversa foi estruturada em seis blocos temáticos e caberia a Milton Hatoum a abertura de cada parte com a leitura de um trecho de seus romances, aos moldes de uma epígrafe. Apenas dois trechos foram lidos, como apenas duas imagens de abertura – com fotos da Amazônia do fotógrafo italiano Tommaso Protti – foram apresentadas. Para registro do evento, esse bastidor está apresentado na quinta parte dessa publicação, permitindo aos mais curiosos comparar a ambição inicial, rígida e cerebral, e a realidade mais espontânea do evento ocorrido.
Quem for assistir à gravação da entrevista poderá escolher entre a transmissão original no Facebook, com o registro de comentários e perguntas encaminhados pela audiência, ou as versões disponibilizadas no Youtube e Vimeo, que tornam acessível o conteúdo ao contingente expressivo de pessoas não frequentador de redes sociais. As três versões estão disponíveis nas segunda, terceira e quarta partes dessa edição no portal Vitruvius. A função “como citar”, presente no menu em preto posicionado no lado superior direito, permitirá que os interessados façam a correta referência das falas de entrevistado e entrevistadores.
Primeira experiência ao vivo do coletivo, o programa “Transa Marieta” com Milton Hatoum é oferecido agora na forma de documento a todos os interessados em literatura, arte e cultura.
Epígrafe, com leitura por Milton Hatoum:
Mundo não participava dos torneios, nem praticava os demais esportes; fora dispensado graças a um atestado médico arranjado por Alicia; mas tinha que ficar na quadra e responder à chamada nas aulas de educação física. Ela ainda apareceu duas ou três vezes com o filho: chegavam abraçados, no portão se despediam com beijos e afagos; ele subia a escada virando o rosto para a mãe, e a cada degrau seu sofrimento parecia aumentar. Ela ia embora antes que ele entrasse; andava com pressa até o carro, enquanto Mundo a seguia com os olhos, esperando um aceno. Aos treze anos já era mais alto que Alícia, de quem herdara o rosto anguloso e os olhos grandes e escuros, meio repuxados, “de alguma tribo esquecida”, como ele próprio escreveu anos depois. Quando chovia, os veteranos o cercavam no saguão: “Tua mãe não veio? Molhada é ainda mais bonita”, e ele, com o rosto crispado, mordia os lábios e devolvia com um olhar desafiador os gracejos idiotas. E logo percebemos que seu poder, além de emanar das mãos, vinha também do olhar. [Cinzas do Norte, p. 12]
Abilio Guerra (AG): Infância e juventude em Manaus, no seio de uma família de origem libanesa-árabe.
Augusto Massi (AM): A presença da poesia nos primeiros textos.
Julia Bussius (JB): Você aprendeu ser escritor ou se descobriu escritor? De que necessita um escritor?
Epígrafe, com leitura por Milton Hatoum:
“Se algo havia de análogo entre Manaus e Trípoli, não era exatamente a vida portuária, a profusão de feiras e mercados, o grito dos mascates e peixeiros, ou a tez morena das pessoas; na verdade, as diferenças, mais que as semelhanças, saltavam aos olhos dos que aqui desembarcavam, mesmo porque mudar de porto quase sempre pressupõe uma mudança na vida: a paisagem oceânica, as montanhas cobertas de neve, o sal marítimo, outros templos, e sobretudo o nome de Deus evocado em outro idioma. Mas uma analogia reinava sobre todas as diferenças: em Manaus como em Trípoli não era o relógio que impulsionava os primeiros movimentos do dia nem determinava o seu fim: a claridade solar, o canto dos pássaros, o vozerio das pessoas que penetrava no recinto mais afastado da rua, tudo isso inaugurava o dia; o silêncio anunciava a noite”. [Relato de um certo Oriente, p. 28]
AM: A presença de cidades, casas e ruínas / margens da narrativa, memórias flutuantes.
AG: A presença de artefatos, barcos, móveis e objetos / o universo a princípio inanimado.
AG: Ausência e mácula – Freud e o trauma / o acaso – Deus ex-maquina?
Epígrafe, com leitura por Milton Hatoum:
Os dois saíam cedo para o colégio; quem, de longe, os olhasse caminhar, juntos, vestindo a farda engomada por Domingas, teria a impressão de ver os dois irmãos conciliados para sempre. Yaqub, que perdera alguns anos de escola no Líbano, era um varapau numa sala de baixotes. Zana temia que ele mijasse no pátio do colégio, comesse com as mãos no refeitório ou matasse um cabrito e o trouxesse para casa. Nada disso aconteceu. Era um tímido, e talvez por isso passasse por covarde. Tinha vergonha de falar, trocava o pê pelo bê (Não bosso, babai! Buxa vida!), e era alvo de chacota dos colegas e de certos mestres que o tinham como um rapaz rude, esquisito, vaso mal moldado. Mas era também alvo de olhares femininos. E olhar Yaqub sabia. De frente, como um destemido, arqueando a sobrancelha esquerda, um tímido que podia passar por conquistador. Sorria e dava uma risada gostosa no momento certo, o momento em que as meninas das praças, dos bailes e dos arraiais suspiravam. Na casa, Zana foi a primeira a notar esse pendor do filho para o galanteio. Domingas também se deixava encantar por aquele olhar. Dizia, "Esse gêmeo tem olhão de boto; se deixar, ele leva todo mundo para o fundo do rio". [Dois irmãos, p. 24]
O outro, o Caçula, exagerava as audácias juvenis, gazeava lições de latim, subornava porteiros sisudos do colégio dos padres e saía para a noite, fardado, transgressor dos pés ao gogó, rondando os salões da Maloca dos Barés, do Acapulco, do Cheik Clube, do Shangri-Lá. De madrugada, na hora do último sereno, voltava para casa. E lá estava Zana, impávida na rede vermelha, no rosto a serenidade fingida, no fundo atormentada, entristecida por passar mais uma noite sem o filho. Omar mal percebia o vulto arqueado sob o alpendre. Ia direto ao banheiro, provocava em golfadas a bebedeira da noite, cambaleava ao tentar subir a escada; às vezes caía, inteiro, o corpanzil suado, esquecido da alquimia da noite. Então ela saía da rede, arrastava o corpo do filho até o alpendre e acordava Domingas: as duas o desnudavam, passavam-lhe álcool no corpo e o acomodavam na rede. Omar dormia até meio-dia. O rosto inchado, engelhado pela ressaca, rosnava pedindo água gelada, e lá ia Domingas com a bilha: derramava-lhe na boca aberta o líquido que ele primeiro bochechava e depois sorvia como uma onça sedenta. Halim se incomodava coem isso, detestava sentir o cheiro do filho, que empestava o lugar sagrado das refeições. O pai rondava a sala, caminhava em diagonal, o olhar de relance na rede vermelha sob o alpendre. [Dois irmãos, p. 26]
AM: A estrutura familiar determina a forma romanesca.
AG: Memória e tempo / Palácio da Memória de Santo Agostinho.
AM: O narrador e os gêneros: crônica, conto, romance.
AG: Linguagem, línguas, tradução.
JB: Maturação – ideia original e desenvolvimento / trilogia “O lugar mais sombrio”.
AG: Contrabando das informações: o velado, o insinuado, o desvelado.
AG: Método de pesquisa.
Epígrafe, com leitura por Milton Hatoum:
Ela já conhecia aquele lugar deserto, conhecia o riacho de águas esverdeadas, perto de uma casa destelhada. Uma palmeira retorcida crescia na sala, calangos corriam entre as pernas de duas cadeiras velhas e no tampo de uma mesa emborcada. Num cartaz pregado num tabique, ainda era possível ler "Brasil: Ame-o ou Deixe-o" acima da fotografia colorida e meio apagada do busto do general Médici; as cores da bandeira brasileira na faixa presidencial haviam sumido, e no rosto militar apenas a boca entortada e as sobrancelhas espessas apareciam no papel sujo. Perto da casa, uma rocha escurecida de musgo lembrava um sapo-gigante; mais longe, na direção de Formosa, dois morros pareciam cabeças sem corpo emergindo do cerrado.
Comemos azeitonas doces, pequis, e jambos-amarelos com gosto de flor do mato. “Você foi o meu primeiro namorado virgem, mal sabia dar um beijo, Martim. No dia da nossa separação vou me lembrar dessa manhã.”
Quando ela percebeu o sofrimento no meu olhar, disse que eu não devia procurar a tristeza. Ninguém deveria.
“’A tristeza, mesmo contínua, tem cura...' Por que não acredita nesses versos que traduziu para mim?”
Seguia com o olhar o vulto do corpo imerso no riacho, perdia e encontrava uma sombra que se movia debaixo de folhas, o corpo nu emergia e agitava a água, o vento soprava palavras inaudíveis, talvez palavras de amor.
E agora esse "amor parece tão distante de mim, e tão estranho, como se quase pudesse ouvi-lo: um zumbido ou choro, longe, bem longe, um triste som perdido, e eu não sei dizer se esse amor está se aproximando ou se afastando...".
[Pontos de fuga, p. 248-249 – Trilogia “O lugar mais sombrio”, volume 2]
AM: Edward Said (tradução de Representações do intelectual [1933], publicada em 2005)
Epígrafe, com leitura por Milton Hatoum:
Sábado, 9 de dezembro, 1972
Uma cerca baixa de madeira contorna o jardinzinho do barraco caiado, Luiz Gonzaga canta um baião, a voz do rádio vem de um barraco vizinho e se mistura com as vozes de crianças e de um soldado no bate-bola na terra quente. Uma carroça com botijões de gás parou no outro lado do córrego, o carroceiro atravessou a pequena ponte de tábuas e tocou uma buzina de borracha, mas a mãe de Lázaro não apareceu. Quase uma da tarde: o sol seca o córrego, uma palmeira desfolhada parece um mastro abandonado, fincado no solo crestado. No ônibus para o Plano Piloto, o soldado sentou ao meu lado; segurava uma sacola de plástico cheia de mangabas e olhava pela janela as superquadras ajardinadas, limpas e espaçosas da Asa Sul. Desci na altura da 107, o soldado raso seguiu para a rodoviária: comeria um pastel, tomaria um copo de caldo de cana, depois entraria na fila da bilheteria, conversaria com soldados do Exército e da Aeronáutica, passariam o fim de semana com a família em alguma cidade de Goiás, Minas, do DF, ou no subúrbio de Goiânia. [A noite da espera, p. 213-214 – Trilogia “O lugar mais sombrio”, volume 1]
JB: Literatura e atualidade socioeconômica, política e cultural / Mariana Enriquez: “por que tenho que ser intérprete desse momento”? A política, a história, como entram na sua ficção?
JB: ficção (trilogia no período da ditadura militar) e realidade atual (retrocesso político, ideológico e comportamental).
AM: Como “O lugar mais sombrio” dialoga com outras narrativas em torno da ditadura militar: de Reflexos do baile [1967], de Antonio Callado, até K. [2011], do Bernardo Kucinski?
AG: Crônica: atuação na imprensa e nas redes sociais.
JB: “O lugar mais sombrio” como romance de formação.
Epígrafe, com leitura por Milton Hatoum:
“Hoje sonhei que saía do meu corpo. Eu com a minha consciência... Era um homem invisível, ninguém me viu nos corredores e salas do Itamaraty. Escutei o que falavam... e sabe o que falavam? Que eu deveria ser um escriba, ou nem isso: um revisor de telegramas, cartas, relatórios. Nenhum documento confidencial, porque não confiam em mim. Vi inimigos ferrenhos, vi falsos amigos que me invejam porque chefiei uma difícil missão de paz na África e fui bem-sucedido, fiz contatos com presidentes de câmaras de comércio europeias e trouxe divisas para o meu país, divulguei nossa cultura e organizei uma mostra do Cinema Novo em Paris. Vários artigos na imprensa francesa... Le Monde, Cahiers du Cinéma, Figaro, NouvelObservateur... Não foi apenas um succès d'estime, foi também um sucesso de público. Eu mesmo escrevi um artigo sobre a recepção do Cinema Novo na França. Mas não é só por isso que sou perseguido em sonhos e na minha insônia. Não me curvo a todas as orientações do Itamaraty, não bajulo esse Médici nem os ministros dele. Esses militares e civis são espectros sombrios da nossa velha tragicomédia. Foi isso que murmurou minha consciência quando eu contemplava as carpas no espelho d'água do Palácio dos Arcos. Os peixes vão morrer no espelho seco, nós todos vamos morrer com sede de liberdade. Quando amanheceu, eu e a minha consciência saímos do Palácio e voltamos ao meu corpo, este corpo seco nesta cidade em que tudo é seco: o clima, a cultura, a vida. Você se lembra dos versos que a gente traduziu outro dia? É preciso usar a razão na tempestade, jovem. Resistir com a força da razão, ver o mundo como uma coisa da mente, escutar os gritos de um pássaro e descobrir uma nova realidade. Eu e a minha consciência... Você, o peixe, cada ser com a sua consciência. A água podre, estagnada, não pode calar a cachoeira. Será que você me entende?" [A noite da espera, p. 204 – Trilogia “O lugar mais sombrio”, volume 1]
JB: Importância da música nas histórias.
AG: Arquitetura e estrutura narrativa.
AM: Transporte da literatura para o cinema: Órfãos do eldorado(2008), filme de Guilherme Coelho (2015); Relato de um certo Oriente (1989), filme em andamento de Marcelo Gomes (roteiro em coautoria com Maria Camargo). Conto do livro A cidade ilhada em adaptação por Sérgio Machado.
AM: Transporte da literatura para a história em quadrinhos e série de TV: Dois irmãos (2000) recriado em HQ pelos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, e adaptado por Luiz Fernando Carvalho para série da Globo (2017, roteiro em coautoria com Maria Camargo).
AM: Design gráfico: capas dos livros ao longo do tempo.
Milton Hatoum (Manaus, 19 de agosto de 1952)
Milton Hatoum
Nasceu em Manaus em 1952. Estudou arquitetura na USP e estreou na ficção com Relato de um certo Oriente, publicado em 1989 e vencedor do prêmio Jabuti de melhor romance do ano. Seu segundo romance, Dois irmãos, de 2000, mereceu outro Jabuti e foi traduzido para doze idiomas e adaptado para a televisão, teatro e quadrinhos. Com Cinzas do Norte, de 2005, Hatoum ganhou os prêmios Jabuti, Bravo!, APCA e Portugal Telecom. Em 2006, lançou A cidade ilhada, uma reunião de contos breves. Em 2008, sua primeira novela, Órfãos do Eldorado, foi adaptada para o cinema, e em 2013 teve suas crônicas reunidas em Um solitário à espreita. É colunista dos jornais, O Estado de S. Paulo e O Globo. Em 2017, recebeu do governo francês o título de Officier de L'Ordre des Arts et des Lettres.
Abilio Guerra
Arquiteto (PUC-Campinas, 1982), mestre e doutor em História (IFCH Unicamp, 1989 e 2002), professor da FAU Mackenzie desde 2005. Membro fundador do Marieta, é editor da Romano Guerra Editora e do Portal Vitruvius ao lado de Silvana Romano. É coautor do livro Rino Levi – arquitetura e cidade (com Renato Anelli e Nelson Kon, Romano Guerra, 2001), e autor dos livros O primitivismo em Mario de Andrade, Oswald de Andrade e Raul Bopp (Romano Guerra, 2010), Arquitetura brasileira: viver na floresta (Instituto Tomie Ohtake, 2011) e Arquitetura e natureza (Romano Guerra, 2017).
Augusto Massi
Jornalista (PUC-SP, 1983), mestre em Literatura Espanhola e Hispano-América (1992) e doutor em Literatura Brasileira (2004) pela Universidade de São Paulo, onde é professor de Literatura Brasileira desde 1990. Atua como poeta, crítico, tradutor e editor. Entre 1988 e 1990 coordenou a coleção Claro Enigma (Duas Cidades), dedicada à poesia brasileira contemporânea. Foi presidente da Cosac Naify durante os anos 2000. É membro do conselho editorial das revistas Novos Estudos Cebrap e Inimigo Rumor.
Julia Bussius
Graduada em jornalismo (PUC-SP, 2004) e história (FFLCH USP, 2006), e mestre em história social (FFLCH USP, 2010). No mercado editorial desde 2005, foi editora da Cosac Naify. Atualmente é editora na Companhia das Letras, onde trabalha desde 2010, editando a obra de autores como Milton Hatoum, Mia Couto, Carola Saavedra, Julián Fuks, José Saramago, W.G. Sebald, Thomas Mann, Philip Roth, entre outros. Traduziu livros infantojuvenis do alemão e, mais recentemente, a novela KNULP, de Hermann Hesse (Todavia, 2020).
Entrevista
O evento promovido ocorreu no dia 20 de abril de 2020, segunda-feira, a partir das 19h. O encontro ocorreu virtualmente, via Zoom, e foi transmitido ao vivo no Facebook, na página do projeto Marieta (www.facebook.com/projetomarieta), promotor da entrevista com Milton Hatoum, com as participações dos entrevistadores Augusto Massi, Julia Bussius e Abilio Guerra, e participação do público, com comentários por escrito.
Projeto Marieta
O projeto Marieta é voltado para o pensamento contemporâneo, envolvendo pessoas de gerações e experiências diferentes, se propondo como lugar de criação, debate e difusão de produções artísticas e culturais. A diretoria e conselho curatorial é da responsabilidade do coletivo formado por Abilio Guerra, Caio Guerra, Giovanni Pirelli, Helena Guerra, Silvana Romano, Julia Zylbersztajn e Pedro Santiago. Atualmente conta com as participações de Magaly Corgosinho e Neliane Simioni (assessoria de imprensa); Bianca Leite (artista residente); Julia Rantigueri, Pedro Iwo de la Costa e Flavia Fonseca (colaboradores internos); André Scarpa, Felipe Rodrigues, Julia Vianna, Marina Dias Teixeira e Pablo Figueroa (colaboradores externos); Lírios Spacca (design gráfico); Lucas Minari (tuttofare). O grupo conta com a adesão fundamental de Claudia Romano, Emiliana Romano Santos, Norma Romano Santos (apoio moral) e de Garibaldi Maria Pirelli Guerra, Martino Pirelli Guerra, Piero Pirelli Guerra, Tom Guerra, Francesca Tosi, Francesco Pirelli e Nina (apoio emocional).
ficha técnica
programa Transa Marieta #1 – Milton Hatoum
roteiro Abilio Guerra, Augusto Massi e Julia Bussius
organizadores Abilio Guerra, Giovanni Pirelli, Helena Guerra, Caio Guerra e Silvana Romano Santos
produção Helena Guerra, Giovanni Pirelli e Silvana Romano
edição Caio Guerra
Caio Guerra na edição de imagens e transmissão ao vivo