Geise B. Pasquotto.
“Entrevista com Ana Carla Fonseca Reis”.
Vitruvius entrevista, ed. 15.057. 2014.
Disponível em: https://vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/15.057/5061
Ana Carla Fonseca Reis
O conceito de cidades criativas surge impulsionado pelas discussões acerca de uma nova economia: a economia criativa. Esta, por um lado, bebe nas fontes da economia do conhecimento, caracterizada pela centralidade da informação na geração de competitividade regional; na atuação global de setores econômicos, mercados e finanças, possibilitada pelas novas tecnologias; na organização em redes (1).
No início da década de 90, a Austrália propõe o conceito de indústrias criativas e passa a influenciar outros países, principalmente os de língua inglesa, pelo seu potencial socioeconômico. Desta forma, o Reino Unido passa a ser o maior defensor da aplicação do conceito. Na Inglaterra, em 1997, com a ascensão do New Labor, o recém-eleito Tony Blair determinou que as indústrias criativas constituiriam um pilar de crescimento econômico, tendo em vista a decadência da competitividade mundial do setor manufatureiro britânico.
No Brasil, o conceito de indústrias criativas ainda está em discussão. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD questiona a ênfase em propriedade intelectual adotada pelo governo britânico e propõe um debate acerca de uma versão mais adequada aos países em desenvolvimento, incluindo folclore, turismo cultural, patrimônio e capacitação (2). Em ambos os contextos, de países desenvolvidos e em desenvolvimento, promove-se a discussão acerca do potencial da economia criativa para fomentar o desenvolvimento social e econômico de regiões urbanas, favorecendo assim o surgimento de “cidades criativas”.
O conceito de cidades criativas está se difundindo nos últimos anos devido a uma convergência de fatores, como a procura por um paradigma socioeconômico adequado ao contexto pós-industrial; a intensa globalização e a valorização das identidades e culturas locais; a disseminação das tecnologias de informação e comunicações; as estatísticas urbanas reveladoras e a preocupação crescente com a sustentabilidade urbana (3).
Conforme estudo desenvolvido pelo Banco Mundial, regiões que aspiram a se tornar criativas devem atentar a quatro aspectos: infra-estrutura de comunicações e serviços sociais; áreas de convívio social e cultural, a exemplo de parques, restaurantes e centros comerciais; tolerância pela diversidade, resultando em liberdade de pensamento e expressão e estabilidade macroeconômica (4).
Enquanto a maioria dos autores que se dedicam ao tema não apresentem uma definição clara de cidade criativa, destaca-se a definição cunhada pela Canadian Policy Research Networks:
“Cidades criativas são locais de experimentação e inovação, onde novas idéias florescem e pessoas de todas as áreas se unem para fazer de suas comunidades lugares melhores para viver, trabalhar e se divertir. Baseiam-se em tipos diferentes de conhecimento, pensam holisticamente e agem sabendo da interdependência econômica, social, ambiental e cultural; usam a participação pública para lidar com temas complexos, [...] e problemas urbanos perenes de habitação, inclusão, preservação e desenvolvimento” (5).
O objetivo de políticas de revitalização urbana, econômica e social tem sido fortemente embasados em cultura e criatividade. São os exemplos dados pela Austrália (Sydney, Melbourne), Espanha (Barcelona, Valencia, Bilbao), Inglaterra (Londres, Birmingham) e Buenos Aires, que investiu na recuperação da região de Puerto Madero, implementou o Observatório das Indústrias Culturais e se candidatou ao título de Cidade de Design, concedido-lhe pela Unesco em 2005.
A bibliografia sobre Cidades Criativas é escassa, porém, alguns nomes se embrenham neste despertar ainda nebuloso. Pode-se citar internacionalmente um nome importante neste tema, Charles Landry, com suas publicações, principalmente o livro The Creative City em 2000. No Brasil, o empenho em divulgar tal tema é representado no nome de Ana Carla Fonseca Reis. Ela iniciou a difusão deste assunto no Brasil a partir do livro Marketing cultural e financiamento da cultura em 2002. Posteriormente, lançou outras publicações, como o livro vencedor do prêmio Jabuti de 2007 Economia da cultura e desenvolvimento sustentável e o finalista de 2013, Cidades criativas. Concebeu, e/ou editou os livros digitais Economia criativa como estratégia de desenvolvimento (2008, trilingue), Creative City Perspectives (2009, bilíngue) e Cidades criativas, soluções inventivas – o papel da Copa, das Olimpíadas e dos museus internacionais (2010).
Todo o esforço na divulgação da economia criativa fez com que, em 2013, Ana Carla ganhasse o prêmio Claudia na categoria Negócios e em 2014 fosse citada pelo jornal espanhol El Pais como as dez pessoas que mais se destacaram no cenário brasileiro. Desta forma, nesta entrevista, Ana Carla fornecerá subsídios para o entendimento das transformações urbanas que estão ocorrendo nas cidades, com a utilização da cultura como ferramenta de desenvolvimento urbano.
3 REIS, Ana Carla Fonseca Reis Relato dos Curadores. Anais do Seminário Internacional Porto Alegre Cidade Criativa.Porto Alegre, 2009 [CD].
4 WORLD BANK Urban development needs creativity: How creative industries affect urban areas. Development Outreach, 2003.
5 CANADIAN POLICY RESEARCH NETWORKS (CPRN), Creative Cities Structured Policy Dialogue Backgrounder. Org. by Neil Bradford, 2004. Disponível em <www.cprn.com/doc.cfm?doc=1081&l=en> Acessado em 06/06/07.
Capa do livro “Economia da cultura e desenvolvimento sustentável”
Geise Brizotti Pasquotto: No seu livro Economia da cultura e desenvolvimento sustentável, agraciado com o prêmio Jabuti em 2007, você traz casos práticos de mais de vinte países para mostrar como a estratégia de política pública por meio da cultura pode gerar riqueza, empregos e inclusão socioeconômica. Em sua opinião, quais são as confluências apresentadas em todos os casos, desconsiderando as especificidades de cada local?
Ana Carla Fonseca Reis: Muito embora os exemplos sejam bastante distintos e complementares, é possível identificar traços comuns, a exemplo da consideração da cultura também por sua faceta econômica (sem detrimento de suas dimensões simbólica e identitária); do entendimento das várias etapas de um fluxo econômico (criação, produção, distribuição, exibição e demanda, que por sua vez alimenta nova fase de produção); da busca da compreensão da lógica e das ferramentas da economia para sanar gargalos nesse fluxo, de modo a fortalecer as possibilidades de que um trabalhador da cultura possa viver do que faz; de inovação e empreendedorismo.
GBP: No capítulo 10 do seu livro você define alguns conceitos sobre o impacto econômico do turismo cultural nos países europeus, como França, Espanha e Itália e americanos, como os EUA e o Brasil. Quais são as diferenças de impactos entre os países e como o poder público e o privado estão inseridos neste aspecto?
ACFR: O impacto econômico do turismo, como o de qualquer outro setor, pode ser avaliado por diferentes ângulos. Muitas vezes a análise se atém à magnitude do recurso gerado. Igualmente importante, porém, é destrinchar esse número ao longo da cadeia, para verificar como se distribui, seu potencial de alavancar inclusão e os motivos pelos quais eventualmente não é maior. Via de regra, como é usual, o impacto econômico é tão maior quão mais bem articulada for a governança – ou seja, o respeito aos papéis e responsabilidades cumpridas pelo setor privado e pelo governo.
Capa do livro digital “Creative City Perspectives”
Geise Brizotti Pasquotto: Em 2009, você e Peter Kageyma organizaram um livro disponível online intitulado Creative City Perspectives, que foi editado em português em 2011. Nele participaram 18 autores de 13 países, onde destaca-se a presença do “pai” das cidades criativas Charles Landry. Como as teorias internacionais estão relacionadas com as ações e teorias brasileiras?
Ana Carla Fonseca Reis: A discussão da temática de "cidade criativa" (e consequentemente seu aprofundamento para nosso contexto) ainda é incipiente no Brasil. O intuito de organizarmos essa obra foi justamente o de lançar as bases de uma primeira sistematização mundial sobre esse conceito, do modo mais acessível que podíamos: digital e gratuito, dado o caráter de voluntariado de todos os envolvidos em sua realização. Desde então vêm surgindo trabalhos sérios – tanto acadêmicos como no delineamento de políticas públicas –, mas em ritmo menor do que seria esperado. Ainda há muito caminho pela frente, caso desejemos promover o real entendimento e a prática da abordagem de cidades criativas. De modo geral, o que me preocupa é uma tendência, no Brasil, de confundirmos as propostas de cidade criativa e city marketing. São conceitos profundamente distintos, dado que o segundo pode partir de uma construção de cima para baixo, ao passo que o primeiro, da forma como o professo, necessariamente passa por um mapeamento das singularidades da cidade e pelo envolvimento da sociedade civil nesse processo.
GBP: Em seu mais recente livro digital, “Cidades Criativas, Soluções Inventivas” lançado em 2010, são abordadas diversas considerações sobre os eventos internacionais. No Brasil, com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, quais seriam na sua opinião as consequências para as cidades brasileiras?
ACFR: O grau de impacto de Projetos culturais ou esportivos de envergadura internacional, como os abordados nesse livro, varia conforme estes sejam entendidos como processos catalisadores de mudança (e não como produtos que se esgotam em si); como estímulos à formação de novos modelos de parceria entre público, privado e sociedade civil (e não como algo imposto pelo governo e com a participação de um punhado de empresas eleitas para as grandes obras); como alavancas de engajamento do cidadão com seu espaço, motivado pela criação de diálogos e mecanismos de transparência, em especial no que diz respeito à concepção e ao desenvolvimento de programas ligados a esses projetos; para que sejam geradas novas oportunidades de desenvolvimento de áreas fragilizadas da cidade e sua reinserção firme no tecido urbano (e não simplesmente de sua valorização para fins especulatórios). Infelizmente, nada disso se fez presente no processo da Copa do Mundo, por exemplo. O cidadão será o último a saber que conta terá de pagar por algo que nunca pediu, que não entende como prioritário (a exemplo do que as manifestações de junho claramente demonstraram) e na qual não teve nenhum poder de participação, sequer nos mínimos detalhes – a exemplo dos lamentáveis episódios de escolha do nome do mascote ou da vuvuzela à brasileira.
Capa do livro digital “Cidades criativas, soluções inventivas”
Museu Guggenheim
Geise Brizotti Pasquotto: Na sequência, em seu livro existe um capítulo onde é abordado o caso do Guggenheim de Bilbao. Você considera as propostas do Rio de Janeiro, como o MAR e o Museu do Amanhã, ações que foram influenciadas pela experiência bem-sucedida espanhola?
Ana Carla Fonseca Reis: É difícil mensurar, de fora, o grau de influência da experiência do Museu Guggenheim de Bilbao na decisão pela construção dos museus, no Rio de Janeiro. Parece-me porém que a lógica é distinta. No caso de Bilbao, a região precisava de algo que lhe permitisse se reposicionar no mundo, transmitindo uma imagem distinta da que possuía então, muito associada às ações terroristas do ETA, à degringolada pós-industrial e às devastações causadas pelas inundações que a haviam acometido, em 1983. A cidade desenvolveu uma estratégia muito clara, com dezenas de objetivos e outras tantas ações – do investimento em infraestrutura à criação de parques tecnológicos ou à formação da parceria público-privada Bilbao Ría 2000 (que aplicava a mais-valia obtida com a venda de terrenos públicos em áreas de interesse comercial em regiões depauperadas da cidade, sem apelo ao mercado).
Museu de Arte do Rio de Janeiro – MAR
A construção do Museu Guggenheim foi entendida como face visível desse processo, como pérola que viria a coroar uma estratégia de transformação e chamar a atenção do mundo ao que a cidade havia feito, a como se havia reinventado.
No caso do Rio de Janeiro o contexto é distinto e não me parece que o MAR ou o Museu do Amanhã tenham a pretensão de desempenhar o papel que se atribuiu ao Guggenheim em Bilbao.
Museu do Amanhã
GBP: No final do século XX a utilização de museus para a requalificação de espaços conheceu uma escala sem precedentes. Impulsionado pelo turismo cultural, os museus hoje constituem elementos importantes no planejamento estratégico/city marketing. Assim, seus edifícios acabam sendo elementos ícones da cidade, tornando sua inserção muitas vezes mais importantes que o seu conteúdo, como é o caso de museus que foram inaugurados vazios (ex: MACBA em Barcelona) ou que possuem um acervo pequeno pela sua divulgação estética (ex: MAC em Niterói).
Museu de Arte Contemporânea de Barcelona – MACBA, 2013
Na entrevista você ressaltou que cidade criativa é diferente de city marketing, portanto, como equilibrar estes dois interesses que muitas vezes são divergentes?
ACFR: São dois conceitos diferentes e complementares, não necessariamente divergentes. No meu entender, uma cidade criativa só se faz com o envolvimento da comunidade, ao passo que o city marketing não necessariamente; o city marketing sozinho não se sustenta, pode ser uma excelente forma de comunicar uma cidade criativa. Quão conhecido e inspirador teria sido o processo de transformação de Barcelona, sem uma estratégia de city marketing? O city marketing pode ser muito bem-vindo, desde que para coroar um processo consistente de desenvolvimento urbano.
Museu de Arte Contemporânea de Niterói/MAC, 2011
Festa Literária Internacional de Paraty
Geise Brizotti Pasquotto: Em 2012 foi ao ar pelo Canal Futura a série “Criaticidades”, desenvolvido pela Garimpo de Soluções, na qual você é sócia-diretora e pela Umana Comunicação Inteligente. Os programas foram pautados em diversos temas, porém com a mesma base cultural, enfocando no último episódio estudos de caso brasileiros, como Paraty (RJ) e Paulínia (SP). Você acha que o Brasil está mudando a postura em relação à inserção da cultura como foco de sua economia? Como os clusters culturais brasileiros estão se desenvolvendo?
Festa Literária Internacional de Paraty
Ana Carla Fonseca Reis: O Brasil é bastante diverso também no que diz respeito ao grau de maturidade com o qual essas questões se desenvolvem. A meu ver, o terceiro setor e algumas instituições, empresariais ou não (do SESC à Fecomercio, da FIRJAN à Fundação Getulio Vargas) vêm despontando no entendimento e na promoção dessa postura. Há dois poréns que entravam seu desenvolvimento. Primeiro, um cluster criativo é um espaço de moradia, trabalho, lazer e estudo e tem necessariamente de trazer em si uma governança compartilhada. Ainda não são muito corriqueiros os casos nos quais o governo, o empresariado e a sociedade civil tem papéis e responsabilidades complementares e necessários em nosso país. Segundo e ligado ao ponto acima, impulsionar clusters baseados em dinâmicas, serviços, bens ou propostas culturais depende visceralmente do envolvimento do governo, para a formulação de políticas públicas, marcos regulatórios, estudos e impulso ao empreendedorismo. Nesse quesito ainda somos bastante carentes, salvo raras e gloriosas exceções.
Temos uma experiência interessante em curso, com o portal colaborativo www.sampacriativa.org.br Por meio das participações e propostas formuladas pelos cidadãos, vimos travando contato com dinâmicas e cadeias criativas menos conhecidas que poderiam servir de fermento para a conformação de vários clusters criativos São Paulo. É o caso do polo de confecção de jeans, em São Miguel ou dos empreendimentos de criação e fabricação de azulejos em estilo português, no Jardim São Luís. Um protomapeamento do que organicamente já existe na cidade, mas passa despercebido por olhares menos sensíveis de política pública.
Portal colaborativo Sampa Criativa
Ana Carla Fonseca Reis
Ana Carla Fonseca Reis
Administradora Pública pela Fundação Getulio Vargas; Economista, Mestre em Administração e Doutora em Urbanismo pela Universidade de São Paulo; com MBA pela Fundação Dom Cabral. Liderou projetos de marketing e inovação de multinacionais por 15 anos, com base na América Latina, em Londres e Milão.
É sócia-diretora da Garimpo de Soluções, empresa pioneira em economia da cultura, economia criativa, cidades criativas e desenvolvimento. É conferencista em cinco línguas, tendo palestrado em 26 países, assessora para a ONU, curadora de congressos internacionais e consultora para empresas, governos e instituições. É também autora de livros pioneiros, como Marketing Cultural e Financiamento da Cultura (Cengage, 2002), Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável (Manole, 2006 – Prêmio Jabuti 2007) e Cidades Criativas (Ed. SESI, 2012, finalista no Prêmio Jabuti 2013).
Concebeu, e/ou editou os livros digitais Economia Criativa como Estratégia de Desenvolvimento (2008, trilingue), Creative City Perspectives (2009, bilíngue) e Cidades Criativas, Soluções Inventivas – o papel da Copa, das Olimpíadas e dos museus internacionais (2010). Foi consultora para a América Latina do Creative Economy Report 2008 (atualmente desenvolvendo a edição 2013) e é co-criadora de Criaticidades e Sampa CriAtiva, portais colaborativos de propostas para cidades.
É professora convidada e coordenadora de cursos de pós-graduação na Fundação Getulio Vargas/SP e na Universidad Nacional de Córdoba (Argentina) e professora da Universidade Candido Mendes/RJ, da Universidad Rey Juan Carlos (Espanha) e da Casa do Saber. É ainda Diretora de Conteúdo da ExpoGestão e membro da Associação Internacional de Economia da Cultura (ACEI), do Laboratório Iberoamericano para Pesquisa e Inovação em Cultura e Desenvolvimento, do Corpo Mundial de Peritos em Políticas Públicas da UNESCO, da rede de Repensadores, do Conselho Editorial da Página 22, dos Conselhos Consultivos da Virada Sustentável, da New Ventures Brasil, da Creative Industries Development Agency (Inglaterra) e da Creative Business Cup (Dinamarca). Ganhadora do Prêmio Claudia 2013, na categoria Negócios.
Geise Brizotti Pasquotto
Geise Brizotti Pasquotto
Graduada em Arquitetura e Urbanismo pelo Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”- Unesp (Trabalho de Graduação teórico intitulado: Análise Comparativa das Intervenções Urbanas Brasileiras da Década de 90 – um estudo dos projetos de promoção urbana do IPPUC, do Rio Cidade e do Eixo Tamanduatehy, 2006), mestre em Engenharia Civil na área de Arquitetura e Construção pela Universidade de Campinas – Unicamp (Dissertação intitulada: Edifícios culturais e a reabilitação de áreas centrais – o Complexo Cultural Teatro da Dança de São Paulo, 2011) e doutoranda em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade de São Paulo, onde estuda a relação edifício/cidade das obras culturais no Rio de Janeiro e em Barcelona e sua estratégia de promoção urbana. Há cinco anos atua como professora universitária, lecionando em diversas faculdades de arquitetura como Puc-Campinas, Ceunsp e Unip. Nesta última é atualmente professora adjunta dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Desenho Industrial.
Entrevista
A entrevista de Geise Brizotti Pasquotto com Ana Carla Fonseca Reis aconteceu no dia 17 de novembro de 2013 em São Paulo, Brasil.