
Sociopolis, arquiteto Willy Muller
Entrevista com Willy Muller
Eduardo Pasquinelli
A entrevista com o arquiteto argentino atuante no mercado espanhol, Willy Müller, acontece um dia após sua palestra no auditório do Centro de Artes da UFES, onde expôs de forma brilhante os trabalhos de seu escritório em Barcelona. Em paralelo observa-se a consistente linha de pensamento da escola Catalã, norteando a conceituação do projeto e a concepção estrutural como premissas da produção arquitetônica.
Nessa entrevista informal, o conselheiro do IAB-ES Eduardo Pasquinelli, conduz a abordagem por temas diversos, que vão da importância do planejamento territorial, passando pelo papel do arquiteto na sociedade até os caminhos e tendências da arquitetura nesse início de século.
O arquiteto Willy Müller traz de forma clara e objetiva o conhecimento e as experiências do Instituit d’Arquitectura Avançada de Calalunya (IAAC), indicando de forma precisa as possibilidades e tendências da produção arquitetônica para as próximas décadas.
A entrevista creditada ao IAB-ES, foi gentilmente cedida por aquele Departamento a Vitruvius e com certeza sua divulgação e conhecimento, será da máxima importância a toda a classe de arquitetos.
Sociopolis, arquiteto Willy Muller

Ecocenter, arquiteto Willy Muller
Eduardo Pasquinelli: Qual a sua história acadêmica e como foi o caminho até montar o seu próprio escritório em Barcelona?
Willy Müller: Estudei na FAU da Universidad Nacional de La Plata, na Argentina. Logo depois fui para a Espanha fazer doutorado em Arquitetura, na Escola Técnica Superior de Arquitetura de Barcelona, a ETSAB, na “Universidad de Barcelona”. No início, trabalhei no escritório do arquiteto japonês Arata Isozaki, no desenvolvimento do projeto do “Palau de Sant Jordi” e, posteriormente, com o arquiteto catalão Emílio Donato. Foi uma experiência importante para a minha formação profissional e que serviu como base para montar meu próprio escritório, em 1996.
EP: Barcelona é hoje uma das cidades mais expoentes do mundo. O que contribuiu para alcançar esse status?
Barcelona é uma cidade que inventa acontecimentos: a Exposição internacional de 1929, com o famoso Pavilhão de Mies van der Rohe, as Olimpíadas de 1992 e o Fórum Mundial das Culturas, em 2004. A cidade se coloca como centro do conhecimento e, ao mesmo tempo, se preocupa com a qualidade de vida de seus cidadãos. Esse é um dos motivos que fazem dessa cidade uma referência mundial. Nós, que vivemos e trabalhamos nela, nos sentimos especialmente orgulhosos, mas não devemos nos descuidar: as cidades que serão importantes no futuro não serão construídas na base de golpes de efeito, mas, sim, na concentração de inteligência, infra-estruturas e conhecimento.
EP: Como a cidade se estruturou para essa nova realidade?
WM: Nos últimos anos, a cidade de Barcelona sofreu um processo de transformação ordenada, um planejamento que direciona o desenvolvimento em três estágios complementares. Primeiramente, nos anos 80, com a recuperação da democracia, com base no que chamamos de micro-urbanismo, ou seja, pequenas intervenções pontuais em áreas degradadas, como a criação de praças e áreas públicas que trouxeram a valorização espacial daqueles espaços e contribuíram para o crescimento da auto-estima geral do povo catalão. Foi um processo semelhante ao “Acupuntura Urbana”, do Jaime Lerner. Num segundo momento, ocorreram grandes intervenções, garantindo a mobilidade de todo o conjunto urbano. Foram criados cinturões de circulação e inúmeras intervenções de grande porte na infra-estrutura urbana, tais como a revitalização do Porto, uma área de forte caráter turístico e de lazer, e o anel rodoviário. O modelo de convívio entre as áreas portuárias e residenciais é outro fator primordial nesse momento e que se torna factível quando as áreas de logística são altamente condensadas. Atualmente, está ocorrendo o deslocamento das atividades industriais produtivas para outras regiões. Algumas indústrias pesadas, altamente poluentes, estão saindo e dando lugares às de alta tecnologia, como é o caso da Samsung. Assim, a cidade não mais fica dividida em área residencial e área industrial. Esse processo possibilita a inserção de atividades não poluentes e de alta tecnologia (atividades industriais inteligentes) nas regiões residenciais, como é o caso do @22. Com menos poluição, essas indústrias e residências podem dividir o mesmo espaço. A terminologia indica uma zona industrial inteligente. Esse é o caminho adotado até agora. A partir desta última grande transformação urbana, cabe pensar quais serão os próximos passos. Necessariamente, deverá ser abandonada a idéia de cidade que estimula a isenção de impostos, ou seja, uma certa visão “colecionadora” da arquitetura da cidade, para concentramos em uma transformação segura e sustentável, sem produtos publicitários expoentes. Barcelona pode exportar sua inteligência, seu próprio know how, e ser ponto de saída em vez de destino de outras experiências. Esse é o caminho, mais longo, mas consistente e constante, e que contará com todo o apoio dos arquitetos e urbanistas.
EP: Qual a importância da Área Metropolitana de Barcelona, a Mancomunitat de Municipis, nesse contexto?
WM: A Região Metropolitana ocorreu de forma espontânea, quase voluntária: a necessidade de melhor gerir o território levou a uma integração entre os municípios. O planejamento e a potencialização de cada município dentro desse macro-contexto foi fundamental para o embasamento e a importância da cidade no âmbito internacional. A cidade funciona como um todo, a difusão do foco de atuação e crescimento tende à estagnação, e a Região Metropolitana de Barcelona, integrada por vários municípios, soube administrar o território como um todo. Esse é um grande exemplo, que, sempre que tenho oportunidade, explico no Brasil, já que um dos grandes problemas das cidades brasileiras é administrar e gerar projetos que envolvam vários municípios. É fundamental insistir na importância desses órgãos, já que depende deles a necessidade de solucionar, sem traumas, os grandes projetos logísticos brasileiros. Isso requer um equilíbrio entre todos os atores do processo, incluindo prefeituras, governos estaduais e federal, mas sempre de forma coerente com o dinamismo da economia brasileira, fortalecendo a relação das empresas públicas e privadas.
EP: Desde 1998, você faz parte do Grupo Metápolis. Quem são os intregrantes e quais são as diretrizes do trabalho?
WM: Somos três sócios fundadores: além de mim, temos a contribuição do Vicente Guallart e do Manoel Gausa, colegas e amigos. O grupo Metápolis foi criado em 1998, fruto de um momento da cidade de Barcelona, entre o êxito dos Jogos Olímpicos e a indefinição de um novo evento internacional, como o Fórum Mundial da Cultura. Desde a sua criação, temos participado ativamente de todos os debates sobre o estado atual da profissão, princípio que, até agora, seis anos depois da criação do grupo, continua presente e atual. Os arquitetos que seguem o caminho das grandes universidades obsoletas já não têm, no meu ponto de vista, inserção adequada na sociedade, apesar da enorme resistência dos diretores dessas escolas contra qualquer transformação. A Escola de Barcelona, antiga referência da grande geração de arquitetos dos anos 80, não se exclui a essa situação. Nós temos buscado, de forma aberta e sempre como work in progress, explicar essas profundas transformações que fazem com que a sociedade avance na mudança do seu sistema e que nós, que trabalhamos construindo o mundo físico, devemos compreender. É o caso, como define muito bem Guallart, de uma mudança no sistema operacional. Para tanto, criamos, espontaneamente, como sociedade civil, o Grupo Metápolis.
EP: Em que momento nasceu o Instituit D’arquitectura Avançada de Catalunya, o Iaac?
WM: O Iaac surgiu com um convite do governo catalão ao Grupo Metápolis, para desenvolvermos o projeto Hiper Catalunya, uma pesquisa territorial promovendo um cenário futuro. Foram desenvolvidos 20 projetos concretos para o território catalão, apontando uma nova visão de como enfrentar esse tipo de problema complexo. A dimensão do projeto evidenciou a necessidade de criar estruturas de investigação mais consistentes, mas a base do Iaac é a do próprio Grupo Metápolis, que, desde o ano 2000, desenvolve, em sociedade com a Fundación Politécnica de Catalunya, um curso de pós-graduação e, em breve, terá um mestrado. Nesse curso, foram desenvolvidos projetos muito importantes, como o Media House Project, um desenvolvimento de uma moradia inteligente, pensada e construída na Catalunha, em parceria com o conceituado “media Lab” do MIT. Acaba de ser editado, com prólogo do prefeito de Barcelona, um livro que reúne todo o processo projetual. No momento, estamos em uma nova fase, em que os sócios que colaboram conosco estarão mais envolvidos com a fase de pesquisa. Não é fácil a tarefa de pôr em execução organismos como esse, criados pela sociedade civil para a pesquisa. Sempre significam riscos que temos que assumir, entre os quais temos que contar com os ataques dos críticos instalados na inércia universitária, aterrorizados por qualquer caminho que não seja aquele que eles dominam. Mas essas situações não fazem mais do que confirmar a necessidade real, para que surjam grupos como o Metápolis.
EP: Falando de Arquitetura, o conceito de projetar caminha para a multidisciplinaridade?
WM: Sem dúvida. E mais, outras profissões estão projetando com maior capacidade e influência do que a nossa. Os biólogos, por exemplo, estão desenhando um modo lógico e sustentável das cidades. Portanto, devemos nos integrar urgentemente nesse processo multidisciplinar, para pesquisar e construir. Essa dinâmica faz com que os arquitetos saiam de sua inércia cultural, e isso é um fato significativo do estado atual da profissão. O termo território, algo que há pouco tempo nem se cogitava, é hoje compartilhado por economistas, geógrafos, biólogos, ecólogos, engenheiros e arquitetos, o que vem a ser uma novidade. O território é hoje um espaço de negociação das aspirações sociais, econômicas, culturais, com todos os agentes implicados.
EP: A produção arquitetônica do seu escritório está fundamentada basicamente em conceito, escala e tecnologia da construção. Quais os seus projetos que melhor atingiram esse objetivo?
WM: A produção do meu escritório está fundamentada no conceito estrutural, no sentido mais amplo do termo: estruturas, infra-estruturas e estruturas aparentes. Evidentemente, dedicamos muito do nosso tempo a pesquisar para a construção, porque esse é o nosso único objetivo, mas com uma condição a que nos propusemos desde o início: construir “com” a indústria, até conseguir “uma” indústria da construção. Nesse momento, estamos trabalhando em vários projetos com escalas diferentes, desde o projeto do Nuevo Mercado de las Flores en Barcelona, um edifício de 30 mil m2, até o projeto Pile Tower, para moradias e equipamentos, em Valencia, onde vamos tentar aplicar toda a experiência no desenho de estruturas industrializadas. Por outro lado, acabamos de apresentar, no livro HyperCatalunya, nossas idéias para a reordenação estratégica do Porto de Barcelona. Também estamos trabalhando na produção em série de residências unifamiliares ecológicas, as MEBSS (modular ecological bioclimatical and sustentable spaces).
Novo Mercado de Flores, Mercabarna, Barcelona. Arquiteto Willy Muller

Centro de Vitória, montagem fotográfica do arquiteto Willy Muller
Eduardo Pasquinelli: Nesse processo de pensar a arquitetura e o território, como você vê o papel do arquiteto em um país como o Brasil?
Willy Müller: Essa é uma das perguntas-chave para saber se os arquitetos brasileiros terão a oportunidade de participar do intenso processo de transformação da sociedade e dos seus modos de viver. Estou consciente de que esse é um debate complexo, já que, no Brasil, os arquitetos e engenheiros fazem parte do mesmo campo profissional, de forma diferente do que ocorre na Europa, onde os colégios de arquitetos são instrumentos de forte poder corporativo e a competência do engenheiro e do arquiteto estão claramente definidas. Sou um dos que pensam que essa pode ser uma diferença a favor de uma compreensão global da arquitetura e engenharia. Porém, pelo que observo no Brasil, essa realidade está muito longe do ideal. Para mim, será necessário estabelecer as regras do jogo, nas quais o arquiteto possa voltar a fazer parte do elenco de atores que participam do processo de pensar as cidades e territórios, e não mais como último a ser lembrado, sempre para agregar beleza, na melhor das situações, ou solucionar o caos, no pior dos casos. Isso talvez seja uma conseqüência de vários fatores, entre os quais um dos fundamentais pontua a própria atuação dos arquitetos, que devem assumir uma maior responsabilidade no seu trabalho profissional, o compromisso com a sociedade, deixando de lado essa imagem de arquiteto “ilustre”, um quase-artista. Quem sabe, então, liberado desse modelo, surja de novo uma visão transformadora, humanista e ilustre, mas inteligente e participativa, com todos os demais agentes que participam da construção de uma sociedade: políticos, filósofos, geógrafos, biólogos, pessoas, enfim.
EP: A imagem do arquiteto espelhada nos moldes modernos e na própria imagem de Oscar Niemeyer seria um equívoco?
WM: Esse é outro dos grandes debates que deveriam começar num país como o Brasil. É interessante perceber como esse debate, que deveria estar centrado nas idéias e nos modelos, e não nas pessoas, começa a ser um mal-entendido e está impossibilitando a várias gerações pós-Niemeyer, a abrir completamente seu repertório de idéias, absolutamente necessário para a vitalidade arquitetônica desse grande país que é o Brasil. Creio que os jovens arquitetos brasileiros deveriam assumir a responsabilidade de decidir quais são suas referências e idéias, analisar, sim, a enorme herança de Niemeyer, o melhor arquiteto das Américas, depois de Wright, em uma base sólida e de permanente reflexão. Niemeyer tem o seu lugar na história, e esse é o momento para que as novas gerações coloquem suas ambições, energias e criatividade para fazer avançar toda a sociedade.
EP: A elitização da Arquitetura e o corporativismo seriam os principais fatores do não reconhecimento da função do arquiteto perante a sociedade?
WM: Essa poderia ser uma explicação da exclusão do arquiteto do centro de decisões de uma sociedade avançada. O protótipo do arquiteto ilustre, tal como se definiu anteriormente, produto de uma educação elitista e auto-suficiente, já não tem mais influência na sociedade atual. Os problemas dessa sociedade são muito mais complexos e globais e ainda requerem vários atores com capacidade de negociar suas aspirações. Não quero dizer que os arquitetos tenham que ser mais especialistas, mas, sim, utilizar sua grande capacidade de visão global para resolver mais os problemas reais e menos os abstratos, mais gerais e menos particulares, pontuais e globais, ao mesmo tempo.
EP: O que o trouxe ao Brasil e, particularmente, ao Espírito Santo, nesse momento?
WM: Estamos trabalhando desde o início de 2004 em um projeto territorial de grande escala, o MG-ES, um Território Infraestrutural, que parte de um trabalho do filósofo Nelson Brissac, diretor de Arte da Faculdade de São Paulo, do Iaac, sob minha direção, da Faculdade de Arquitetura da Ufes, dirigida pelo arquiteto Kleber Frizzera, e da UFMG. Esse trabalho pretende dar subsídios para entender o que está ocorrendo numa faixa territorial de quase 1000 km, desde Belo Horizonte até Vitória, com todas as implicações locais e globais, simultaneamente, propondo novas estratégias para estimular o desenvolvimento, com o equilíbrio setorial ou introduzindo novos focos de interesses. Esse trabalho está sendo especialmente interessante para o Iaac, porque todos os agentes que estão operando nesse território têm-se mostrado atuantes e participativos na pesquisa, desde as prefeituras até os governos estaduais, desde os institutos de pesquisa, como Cedeplar, até as empresas privadas, como a Companhia Vale do Rio Doce, que está dando muito apoio ao projeto. O Iaac percorreu, com arquitetos e estudantes brasileiros, toda aquela região, participando de encontros com prefeitos e secretários, em palestras e reuniões para conhecer de perto os problemas de fato. Posteriormente, um grupo da Ufes e da UFMG, sob a coordenação de Nelson Brissac e Kleber Frizzera, viajou para Barcelona a fim de participar de um workshop no nosso Instituto. Também visitamos os Portos de Vitória e Tubarão. O Iaac participará da elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento, que será apresentado em julho de 2005, em São Paulo, Vitória e Belo Horizonte, a partir do qual daremos início ao desenvolvimento das propostas que tenham possibilidades de serem realizadas.
EP: as suas impressões sobre a cidade de Vitória e quais os caminhos para o desenvolvimento?
WM: Estou realmente impressionado com o potencial de Vitória em relação ao futuro. Parte da pesquisa que estamos desenvolvendo está sendo entendida como um delta logístico que acaba em Vitória, e que é do nosso maior interesse. Penso da mesma forma que Frederico Moncorvo, da Vale do Rio Doce, que a cidade de Vitória se parece muito com Barcelona, sobretudo quanto aos desafios e possibilidades de transformação: conseguir ordenar as áreas logísticas de forma concentrada, sem dispersá-las pelo território, criando entidades como a Região Metropolitana da Grande Vitória para gerir os projetos adequados, a necessária transformação do Porto de Vitória, e, finalmente, um dos temas que creio ser da máxima importância para Vitória, que é a reconquista do Centro da cidade, de enorme beleza em decadência, mas com um enorme potencial. Voltar a viver no Centro significa gerar uma grande valorização para a cidade. Tive um enorme prazer de me reunir com o governador de Espírito Santo e com o prefeito de Vitória e demonstrei o interesse de Barcelona e do Iaac em estabelecer experiências que tenham como resultado fazer crescer a cidade, evitando que o enorme dinamismo econômico de toda a região não seja um fator de estrangulamento, mas que ajude Vitória a encontrar seu futuro.
Sociopolis, arquiteto Willy Muller

Ecocenter, arquiteto Willy Muller
Willy Muller
Nascido em 1961, graduou-se em arquitetura em 1984. Desde 1985 está radicado em Barcelona, aonde orienta trabalhos de pesquisa no curso de especialização do Instituit d’Arquitectura Avançada de Calalunya – IaaC, do qual é hoje o Diretor de Desenvolvimento. Em 1998 fundou com Manuel Gausa e Vicente Guallart o grupo Metápolis, que já mereceu na Bienal de Veneza, em 2000, a exposição Metápolis-Barcelona, no Pavilhão Central. Participou da V Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, em 2003, dentro da Exposição Espanhola. Foi dos organizadores do "Hipercat" (exposição e livro), em Barcelona. Foi premiado em diversas oportunidades, com destaque para o Concurso Nacional de Desenho com o "Contenedor Cuore" (Valencia 1987), Concurso de Projetos para o Novo Mercado das Flores, Mercabarna, Barcelona (em fase de projeto), Concurso de Projetos 39 viviendas en Berga, Incasol, Generalitat de Catalunya (em fase de projeto), todos em primeiro lugar. Foi indicado para o Prêmio Mies van der Rohe de Arquitetura Emergente, em 2001. Tem dado numerosas conferências na Espanha, Brasil, Argentina e México, e seu trabalho tem sido publicado em diversas publicações espanholas e internacionais.
Eduardo Pasquinelli
Arquiteto, formado em 1988 pela FAU-UFRJ, com especialização Latu Sensu em Urbanismo pela mesma faculdade. Trabalhou no escritório M Roberto Arquitetos até 1992. Residente em Vitória desde 1993, é sócio-gerente da empresa ArquiStudio Arquitetura e Urbanismo Ltda. Atua no desenvolvimento de projetos de arquitetura e urbanismo, tendo participado de concursos nacionais e internacionais, tais como a Revitalização da Avenida W3 em Brasília, Orla de Itapuã/Itaparica em Vila Velha – ES e a Sede da Fundação Mies van der Rohe, em Barcelona. Como membro do Conselho Superior do IAB-ES, tem sido o responsável pela organização de cursos e palestras, atuando ainda como representante junto ao Conselho de Desenvolvimento Urbano e de meio-ambiente do município de Vila Velha.
Entrevista
A entrevista, realizada em Vitória ES em agosto de 2004, foi publicada originalmente no website oficial do Instituto de Arquitetos do Brasil, diretório do Espírito Santo. A entrevista foi disponibilizada em Vitruvius em outubro de 2004.
Links
Alguns endereços para um melhor conhecimento do trabalho de Willy Muller.
www.willy-muller.comwww.pilessystem.comwww.mebss.netwww.metapolis.comwww.hipercatalunya.org
Novo Mercado de Flores, Mercabarna, Barcelona. Arquiteto Willy Muller