português Os professores Gabriela Celani e Rafael Urano entrevistam os alemães Tobias Walisser e Oliver Tessmann para o portal Vitruvius.
english Professors Gabriela Celani and Rafael Urano interview Tobias Walisser and Oliver Tessmann for the Vitruvius portal.
como citar
Gabriela Celani.
“Conversa com Tobias Walisser e Oliver Tessmann”.
Vitruvius entrevista, ed. 18.069. 2017.
Disponível em: https://vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/18.069/6428
Oliver Tessmann e Tobias Walisser durante o Simpósio Bragfost, em Campinas
Tobias Walisser e Oliver Tessmann vieram ao Brasil em setembro de 2016 para participar do 7º Simpósio Brazilian-German Frontiers of Science and Technology, um programa conjunto entre a Fundação Alexander Von Humboldt e a Capes (1). O simpósio é realizado alternadamente no Brasil e na Alemanha e reúne 60 pesquisadores especialmente selecionados de diferentes áreas (30 de cada país). A conferência tem como objetivo estimular o intercâmbio de idéias através das fronteiras disciplinares e nacionais e, ao mesmo tempo, oferece oportunidades para futuras colaborações binacionais e networking.
Em 2016 o evento foi coordenado por Gabriela Celani, da Universidade de Campinas, e Olfa Kanoun, da Universidade de Tecnologia de Chemnitz, no Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais – CNPEM, que agrupa laboratórios nacionais nas áreas de bioetanol, biociências e nanotecnologia, além da única fonte de luz síncrotron da América Latina. O CNPEM está atualmente envolvido na construção de um novo anel de luz síncrotron internacionalmente competitivo, que será chamado de Sirius. O projeto arquitetônico foi desenvolvido por Paulo Bruna Arquitetos Associados (2).
Os temas selecionados para o simpósio de 2016 foram “Disponibilidade de água para o desenvolvimento sustentável”, “Sensores inteligentes – entre tecnologias e campos de aplicação”, “Automação e suas implicações nos empregos e na educação” e “Fabricação digital e a indústria da construção civil”. O último tema foi presidido por Milos Dimcic, da empresa Architecture Programming (3), e Márcio Minto Fabricio, da USP de São Carlos, que coordenaram, respectivamente, equipes de arquitetos e engenheiros alemães e brasileiros, formadas por Eduardo de Senzi Zancul (Universidade de São Paulo), Felipe Tavares da Silva (Universidade Federal da Bahia), Gonçalo Castro Henriques (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Kristian Hildebrand (Universidade de Ciências Aplicadas de Berlim), Oliver Tessmann (Technische Universität Darmstadt), Tobias Wallisser (Academia Estadual de Belas Artes de Stuttgart), Ursula Kirschner (Instituto de Pesquisas do Espaço Urbano e Cultural), Regiane Trevisan Pupo (Universidade Federal de Santa Catarina), e Roberto Cesar Cavalcante Vieira (Universidade Federal do Ceará).
Antes do evento, Gabriela Celani levou Tobias Wallisser e Oliver Tessmann para conhecerem a cidade de São Paulo. O passeio incluiu o edifício Copan (Oscar Niemeyer), onde ambos ficaram hospedados, o centro da cidade, com a Praça das Artes, a Praça Patriarca (Paulo Mendes da Rocha) eo Edifício Martinelli (com vista panorâmica da cidade), o minhocão, o Sesc Pompeia (Lina Bo Bardi), o Parque do Ibirapuera (Oscar Niemeyer e Burle-Marx) e o Masp (Lina Bo Bardi). Depois da turnê, o grupo se encontrou com Rafael Urano, outro professor de Arquitetura da Unicamp, para conversar sobre suas impressões sobre a arquitetura da cidade e sobre o prêmio que o escritório de Wallisser recebeu recentemente do Ateneu de Chicago. A conversa também incluiu um dos tópicos discutidos em Bragfost: como as tecnologias digitais em geral e a fabricação digital, em particular, estão impactando o trabalho do arquiteto e a indústria da construção civil.
notas
1 No website oficial do evento é possível ver os nomes de todos os participantes e assistir às palestras do evento: Brazilian-German Frontiers of Science and Technology Symposia – Bragfost 2016, Campinas, 20 a 23 de setembro de 2016 <http://bragfost2016.fec.unicamp.br>.
2 Sirius – Acelerador de partículas do Laboratório Nacional de Luz Sincroton (LNLS) <www.paulo-bruna.com.br/sirius>.
3 Ver entrevista publicada anteriormente na revista Entrevista do portal Vitruvius: CELANI, Gabriela. Aprendendo com os erros dos outros. Entrevista com Milos Dimcic. Entrevista, São Paulo, ano 16, n. 064.05, Vitruvius, dez. 2015 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/16.064/5824>.
Oliver Tessmann e Tobias Walisser na Praça das Artes, São Paulo
Gabriela Celani: Tobias e Oliver, esta é sua primeira vez em São Paulo, certo? Qual foi a sua primeira impressão sobre a cidade?
Tobias Walisser: É uma experiência incrível quando você chega tarde da noite de avião e leva bastante tempo para chegar à cidade. Fomos direto para o 29º andar do Copan, que tem uma vista fantástica. Há muita poluição no ar, o que faz a cidade brilhar à noite. Isso, juntamente com todos os ruídos, cria a atmosfera de uma cidade vibrante. Tivemos a mesma impressão hoje durante nosso passeio pela cidade. Estivemos em alguns lugares cuja história arquitetônica já conhecíamos por meio de publicações. É ótimo ver como isso não é apenas uma cidade grande, mas também uma cidade muito animada; há pessoas em todos os lugares. É uma cidade com muitos bairros diferentes, mas também com muitas atividades diferentes. Para mim, a coisa mais linda das cidades é que você tem essa diversidade e simultaneidade de coisas diferentes.
Oliver Tessmann: O som do 29º andar de Copan abrindo a janela e olhando para algo que parece uma floresta ou um mar sem fim de luz... O som sobe até o alto. Isso é muito impressionante. Ao andar pela cidade, notei uma certa contradição. Por um lado todas as casas muradas; as pessoas querem se proteger do espaço público. Mas depois, após o passeio de hoje, fiquei muito impressionado ao ver a abertura dos prédios, e ver esse gradiente entre estar fora e entrar dentro de um edifício – isso é algo que nunca teríamos na Alemanha por causa do clima. Há sempre um envelope que define o interior e o exterior. E aqui existe esse gradiente, que é um tema arquitetônico para se trabalhar. Conhecemos esses edifícios dos livros, mas na fotografia geralmente não há pessoas e hoje foi impressionante ver pessoas usando os prédios, os espaços públicos e ver tantas caras diferentes.
TW: A arquitetura moderna aqui é muito conhecida pelo uso de concreto, mas o que eu realmente achei absolutamente emocionante é que isso apenas uma ferramenta ou uma técnica para expressar o desejo de ter edifícios abertos para todos, edifícios que podem abrigar amplos espaços, espaços que produzem a abertura que Oliver acabou de descrever. Você tem a paisagem e, em seguida, você tem uma lâmina reta que é o edifício e que está se opondo à natureza como elemento tecnológico, mas ao mesmo tempo, colocando os dois em uma harmonia muito equilibrada. A coisa mais impressionante quando você vem aqui é que esta não é uma obra de arte, arte como sendo algo estático e um meio em si, mas isso é para as pessoas que habitam. Em particular, o centro cultural da Lina Bo Bardi é um espaço incrível, onde você realmente tem a sensação de que isso não é apenas feito como uma boa peça de arquitetura, mas isso é algo que é apreciado por uma variedade de pessoas diferentes; ele está aberto para todos, ele pode ser apreciado de maneiras totalmente diferentes, se é para esportes ou se eles fazem aulas de artesanato, ou eles se vêm para assistir ao teatro, ou se só querem tomar um café. É um lugar que oferece um banho ao sol... Há uma “praia”... Não há água, mas a sensação da praia está lá e as pessoas estão realmente desfrutando, o que é fantástico de se ver. E o parque de Burle-Marx e a arquitetura de Niemeyer, onde também tivemos a sensação de que não importa quantos anos você tem e se você usa patins ou uma bicicleta ou um carro, você só quer se sentar e aproveitar a tarde agradável. Todo mundo pode participar... É incrível pensar que essa visão deve ter sido a inspiração para que as pessoas expressem seus sonhos em concreto, para definir uma maneira técnica de criar esses espaços para que outras pessoas possam desfrutá-lo. Você realmente precisa ter uma visão, você realmente precisa ter uma forte crença em algo com o que você pode contribuir para o desenvolvimento da sociedade, para ser capaz de desenvolver espaços como este. Nos dias de hoje tantas pessoas estão preocupadas em fazer as coisas tecnicamente possível, mas eles nunca fazem a pergunta “o que queremos alcançar?”, “Por que estamos fazendo isso?” e “quem vai se beneficiar com isso?”. Isto é, o que é realmente bom de sentir nestes lugares é que você pode chegar a uma arquitetura muito mais interessante e mais vibrante se você começar com essas perguntas no início e, em seguida, tudo se resolve a partir disso.
OT: Acho que há uma visão muito mecânica da arquitetura modernista na Europa. Le Corbusier e sua Maison Dominó representam a separação de unidades funcionais em um edifício modernista. As colunas carregam as cargas, as paredes criam o espaço e o envelope transforma-se na barreira do clima. A construção torna-se uma máquina feita a partir de sistemas e subsistemas. E aqui você vê que existem estruturas que carregam as cargas e ao mesmo tempo são esculturas. E você não pode realmente diferenciar entre o sistema estrutural, o ornamento, e a escultura. O sistema de suporte de carga também é estruturador do espaço.
GC: Também fomos à Praça das Artes...
TW: Pudemos apenas ver o térreo, mas hoje não estava tão animado como ele deve ser...
GC: Estava fechado...
TW: Mas é uma maneira interessante de inserir um novo edifício na vizinhança, e aquela região definitivamente precisa de algo que lhe dê a vida de volta. Então, a partir desse ponto de vista, é realmente bom colocar algo muito moderno, mas também algo que, de um ponto de vista urbano, realmente tente integrar o ambiente e brinque com os outros edifícios antigos.
Rafael Urano: E o que você já sabia sobre a arquitetura brasileira, antes de vir aqui?
OT: Há este maravilhoso livro chamado Concreto e cultura, de Adrian Forty. Ele fala sobre como o concreto é usado no Japão e compara-o com o modo como é usado no Brasil. Acho que o que eu aprendi hoje é que há duas escolas diferentes aqui: a escola de São Paulo e a escola do Rio, e Adrian Forty fala sobre a escola do Rio. Concreto como forma de construir membranas. Conchas muito finas, como nos brises do edifício de Copan. Do ponto de vista europeu, é o que primeiro associamos à arquitetura brasileira. Vendo hoje em dia São Paulo, sinto uma forte relação com a arquitetura em concreto suíça. A forma como o material é tratado e lançado em sistemas de construção está mais para mais Christian Kerez do que para Heinz Isler.
RU: Você sabe que eles são amigos? Kerez e os arquitetos mais jovens de São Paulo. Mas também Luigi Snozzi e Paulo Mendes da Rocha... Todos eles se entendem em termos de arquitetura.
OT: Mesmo sem saber dessa conexão você pode notá-la a partir dos edifícios.
TW: Do ponto de vista europeu, este é um país jovem, onde de repente surgiu a necessidade da arquitetura contribuir para a construção da nação e criar ícones ou manifestos para a nova sociedade e para o Estado. Ela começa naturalmente com a capital que vocês construíram... Uma capital completamente nova com um monte de edifícios modernos e edifícios que realmente definem uma era, que se tornaram ícones não só para o país, mas também de uma certa era da arquitetura. Isso é fascinante de vivenciar, não nas fotografias, mas dentro dos edifícios reais, compreendendo a lógica por trás deles, como eles funcionam com as condições climáticas. São Paulo é uma cidade com certos bairros que não podemos comparar a nada que já tenhamos visto em outro lugar. Certas partes são absolutamente únicas e isso é porque a arquitetura cria uma ponte entre uma certa história e um desejo de um certo futuro.
Ponte Erasmus, Roterdã, arquiteto Ben Van Berkel, do UN Studio
Gabriela Celani: Vocês podem nos contar um pouco sobre o seu trabalho na Alemanha?
Oliver Tessmann: Atualmente, estou dirigindo a Unidade de Projeto Digital – o DDU – na Universidade Técnica de Darmstadt. O DDU pertence à Faculdade de Arquitetura. Estamos interessados – como o nome diz – no digital e como o digital tem um impacto sobre a arquitetura – na maneira como projetamos em arquitetura, no modo como a arquitetura é materializada. Nós achamos que isso tem um impacto enorme desde o momento em que você usa o computador não como uma ferramenta de desenho melhor – você não substitui o lápis com o computador e faz projeto assistido por computador – mas estamos mais interessados no projeto computacional (computational design), ou seja, a utilização do poder de cálculo do computador no processo de concepção e não na representação do projecto. Isso significa que, para nós, o desenho – ou melhor, o modelo tridimensional do desenho – não é apenas a geometria, não é apenas representação de uma forma, mas é informado com mais aspectos – aspectos que você não pode mostrar como geometria: comportamento de carga, deformação sob tensões, propriedades dos materiais, aspectos ambientais, mudanças ao longo do tempo... mas também embutir restrições que saem dos processos de fabricação posteriores. Se todos esses aspectos informam o modelo de projeto, nós achamos que podemos projetar em arquitetura de uma maneira diferente.
O Processo não é mais linear no sentido de você, como arquiteto, tem uma idéia brilhante que você passa para os engenheiros para resolverem os problemas técnicos e torná-la construível. Achamos que a integração desses aspectos em modelos digitais nos ajuda a melhorar os nossos projetos e a forma como eles são materializados através da fabricação digital. Leon Batista Alberti inventou a profissão de arquiteto na época renascentista, dizendo que os arquitetos não constrõem casas, projetam, inventam, mas não as constrõem. Ele achava que arquitetos só deveriam fazer os desenhos, passá-los para as pessoas da obra, e nem mesmo ir à obra, porque os desenhos deveriam ser suficientes para oferecer todas as informações para materializar a idéia arquitetônica. E agora, quinhentos anos depois, temos ferramentas digitais que, no início dos anos 1990, pensávamos que desmaterializariam a arquitetura, mas o oposto foi o que realmente aconteceu. O digital e o físico estão crescendo juntos, através da fabricação digital, pelo fato de que podermos usar nossos modelos de projeto e traduzí-los rapidamente em percursos de ferramentas para robôs, para máquinas controladas numericamente por computador. A separação de Alberti entre a concepção e a materialização começa a ficar desfocada. E isso é o que nos interessa – colocar de novo o pensamento e o fazer juntos. Deixar processos de projeto muito lineares e pensar em loops de realimentação. As restrições de fabricação que geralmente surgem muito tarde no processo podem agora ser simuladas nas fases de projeto iniciais. Elas podem até se tornar motivações no início do processo de projeto ao invés de problemas no final dele.
E eu acho que estamos apenas começando a explorar as possibilidades e com cada nova invenção tecnológica temos mais alternativas e nosso trabalho como arquitetos é pensar sobre como podemos usá-las para resolver problemas de projeto – não apenas de engenharia. Como uma ferramenta para explorar novas possibilidades. E esse é o conceito que temos no DDU. Para provar essas coisas ou para testar essas coisas nós prototipamos, fazemos pequenos projetos, olhamos para toda a cadeia do processo desde a criação até a materialização, e então, nessa cadeia, damos um zoom em certos pontos e nos perguntamos: podemos usar robôs industriais para nos ajudar nos processos de montagem? Podemos usar o crowd-source no processo de arquitetura, integrando aspectos do projeto em jogos de computador como o Minecraft? Assim, nós olhamos a sequência de processo inteira do projeto à produção, e procuramos oportunidades para integrar o digital.
E o outro aspecto que eu acho que é importante é que estando aqui em São Paulo você sente o entusiasmo por um novo material, o concreto armado e as oportunidades que você tem. Hoje, especialmente na Europa, as pessoas têm tanto medo de invenções tecnológicas que não vêem as oportunidades; eles só vêem as ameaças que vêm com as novas tecnologias, como a inteligência artificial e a robótica. Gostaríamos de ter uma visão mais positiva para o futuro como você poderia encontrá-lo na arquitetura de Archigram e Coop Himmelblau na década de 1960.
Tobias Walisser: Oliver trouxe muitos aspectos com os quais eu concordo totalmente. Minha disciplina em Stuttgart é chamada de “espaços inovadores e construção de edifícios”. Construir com limitações é algo com que muitas pessoas estão trabalhando neste momento, ou seja, como usar ferramentas digitais, a cadeia digital, nova tecnologia de fabricação e assim por diante. Gostaria de pensar sobre o significado de espaços inovadores. E eu acho que uma das coisas que as pessoas geralmente esquecem é que temos novas ferramentas para projetar e temos novas ferramentas para construir, mas também podemos usar essas ferramentas de uma maneira mais imaginativa, para visualizar coisas novas. E é realmente completamente estranho que muitos arquitetos usam as tecnologias novas mas produzem o mesmo material velho. Se considerarmos a nossa sociedade contemporânea – vivemos numa era digital, todos usamos smartphones, estamos acostumados a ter tudo a dois cliques de distância. todas as informações de que precisamos. Nossa vida é diferente, temos um curto período de atenção, esperamos que as coisas estejam acontecendo imediatamente, tentamos fazer coisas simultaneamente, temos expectativas diferentes e acho que isso leva a expectativas diferentes sobre espaços. Isso significa que, como arquitetos, também temos que pensar sobre o que vamos construir. É razoável dizer 45 metros quadrados de apartamento por pessoa – que é a média alemã para espaços de habitação – é algo que aceitamos e nós apenas tentamos projetar isso de uma maneira agradável, e agora temos as ferramentas para construí-lo de forma livre e podemos ter todos os tipos de gadgets digitalizados em casa que tornam a vida ainda mais fácil. Como a geladeira que encomenda leite quando não há leite. Provavelmente esta não é realmente a questão, devemos começar a fazer perguntas adequadas, como: podemos usar essas ferramentas para projetar, imaginar, simular, construir algo que expressa nossas necessidades contemporâneas? Poderíamos projetar uma casa que dá a sensação de sers muito mais espaçosa, que é muito mais confortável em 20 metros quadrados por pessoa, e que é ainda mais sustentável, ao mesmo tempo. E podemos conseguir essa redução sem criar a sensação de uma perda, mas como algo que não percebemos porque ainda satisfaz as nossas necessidades, os nossos sonhos, e nos torna confortáveis, então eu acho que o que devemos começar a usar é... temos essas fantásticas ferramentas para simular, visualizar a coisas.
Então vamos fazer a pergunta “e se?”. Nós, arquitetos, temos a possibilidade de dizer como isto poderia ser ou o que aconteceria se isto funcionasse assim... para mostrar às pessoas futuros potenciais. E então – uma vez que nos sentimos mais confortáveis que essa é a pergunta certa para fazer e essa é a resposta certa, então podemos usar a tecnologia que está à mão de uma maneira que permita tornar isso possível e perceber tudo isso. Então, eu realmente acho que estamos em uma época em que há uma pesquisa fantástica sendo feita em muitas coisas na cadeia digital, e agora o mais importante é dar um passo atrás e dizer: como podemos aplicar tudo isso de forma a torná-lo significativo para a sociedade. Não só para usá-lo porque é possível, mas para usá-lo porque faz sentido, e torna a vida de todos melhor. Isso é algo que as máquinas não serão capazes de substituir. A máquina pode ser um desenhista mais rápido e um carpinteiro melhor e o que quer que seja, mas a máquina não sabe por que fazer isso ou por que os seres humanos prefeririam isto ou aquilo. Isso é uma coisa verdadeiramente emocional e isso é o que eu gosto na arquitetura. Estar em algum lugar entre as belas artes e a tecnologia. Temos de superar essa lacuna. Temos de fazer as duas coisas simultaneamente. Temos de explorar o que é tecnologicamente possível, com uma atitude positiva – absolutamente – mas também temos que ser críticos e fazer a pergunta: faz sentido e por que estamos usando isso? Vivemos em um momento muito emocionante por causa de um monte de avanços tecnológicos. Temos muitos problemas na frente de nós com os quais precisamos lidar – há mudanças climáticas – mas há também a inteligência artificial, os veículos autônomos e assim por diante, e são grandes oportunidades para usá-los para redefinir certas coisas com as quais todos nós nos tornamos tão acostumados que nunca iremos questionar. Por exemplo, a idéia de que você não pode sair e pisar na rua sem correr o risco de que um carro vai bater em você. A questão dos veículos autônomos não é tanto sobre o carro, é sobretudo sobre sensores e máquinas sendo capazes de se movimentar e também de detectar pedestres na rua. Isso torna muito mais possível que seres humanos e robôs – o carro autônomo é um robô sobre rodas, basicamente – coexistam no mesmo espaço. E isso torna possível para nós redefinir as regras do jogo; o que é uma rua e o que é uma calçada e o que nós realmente queremos ter na frente de nossos edifícios. Cabe a nós, arquitetos, uma das últimas profissões generalistas, fazer essas perguntas mais amplas e examinar tudo isso em um contexto mais amplo; tomar possibilidades tecnológicas e fazer conexões entre elas, especialmente sobre nossos estilos de vida e sobre como queremos viver.
Rafael Urano: Conforme todas essas tecnologias aparecem temos em segundo plano as mudanças climáticas e a perspectiva de que o nosso trabalho irá diminuir, talvez em cem anos. Como seu trabalho se relaciona com isso?
TW: Claro que temos a mudança climática no horizonte; podemos experimentá-la parcialmente nós mesmos. Todos nós temos a responsabilidade de lidar com isso, especialmente se você tem o conhecimento para lidar com isso. Mas para os arquitetos você pode dizer que há um problema, mas você também pode dizer que há um desafio. Acho que não é mais a questão se algo é sustentável, ou verde, ou não. É apenas uma obrigação. E não há problema. Já passamos há muito tempo da fase em que nos preocupávamos apenas com a beleza. Há uma geração mais velha de arquitetos que tiveram discussões sobre se algo era bom ou ruim, mas eles basicamente questionavam se você usou o material certo ou se você projetou a forma “correta”. Hoje, isso não é mais a questão. É muito mais como podemos fazer as coisas certas usando a tecnologia mais recente, em vez de fazer as coisas erradas um pouco melhor. Essa é realmente a pergunta mais importante. Agora, muitas pessoas aceitaram que certas coisas precisam ser mudadas, e estão aplicando tudo o que é possível em termos de tecnologia para tornar as coisas menos ruins, que é o primeiro passo.
Assim, por exemplo, se construímos grandes edifícios e fazemos um isolamento térmico um pouco melhor, usamos menos energia. Mas ainda temos edifícios que são provavelmente muito grandes para tudo o que seus habitantes precisam. Se realmente quisermos economizar energia, provavelmente teremos que construir edifícios menores ou talvez torná-los menores, deixando-os mais adaptáveis e mais ajustáveis. Se a geometria de certos espaços pode mudar para torná-los mais adequados para diferentes usos, talvez o espaço também pudesse ser menor. É assim que devemos assumir os desafios. começamos a fazer as perguntas e redefinimos as perguntas, e perguntamos “e se?”, e definimos futuros possíveis e nos acoplamos em um diálogo sobre o que nós realmente queremos ter. E, em paralelo, desenvolvemos as ferramentas para lidar com ele. Mas tudo deve começar com um entendimento e talvez com uma atitude ou método para que tudo chegue a um processo cíclico. Não estamos mais interessados em um processo linear, vindo de A para B. No século passado, a questão era como posso obter a maior quantidade possível de carros na estrada, e hoje a questão é como podemos conseguir a melhor mobilidade para a maioria das pessoas e, em seguida, definimos que tipos de tecnologias que precisamos para essa mobilidade, não importando se a pessoa está a pé ou de bicicleta, ou se há carros individuais ou transporte público, mas o ponto é que queremos dar às pessoas um estilo de vida para ter mobilidade, independentemente de qualquer tecnologia utilizada. Nosso desafio é começar a fazer isso também com relação ao uso de energia e recursos na construção de edifícios. Geralmente, a energia que precisamos para construir um edifício é menor do que a energia que precisamos para mantê-lo nos próximos 10 ou 20 anos.
OT: As pessoas não vão seguí-lo se você pedir-lhes para consumir com menos energia ou viver em um edifício menor. Eu não acredito que isso pode funcionar. Mas o que acontece agora na Alemanha é que começamos com a casa passiva – essa é a que tem o grande envelope; Você se isola do exterior com grossas camadas de isolamento térmico – e agora em Frankfurt, temos a primeira casa ativa, que é um enorme edifício, um edifício de apartamentos, não apenas uma casa unifamiliar, mas um edifício com 80 apartamentos em uma densa área urbana, que produz mais energia do que consome (4). Ele foi concebido por Manfred Hegger, que é um pioneiro em arquitetura sustentável na Alemanha, e o que eu acho interessante é que ele precisa de mais do que uma visão arquitetônica para fazer isso. Você tem que se envolver com a política, você tem que convencer as cidades a construirem de uma nova maneira, você tem que pensar em mobilidade e armazenamento de energia, etc, você tem que pensar em sistemas para resolver novos desafios.
A computação nos permite representar sistemas bastante complicados e complexos nos quais muitos elementos estão ligados um ao outro e se você mudar algo em um ponto, todo o sistema pode mudar. Se usarmos o poder computacional para trabalhar nesses sistemas e se pensarmos no arquiteto como parte de um sistema maior, vendo a simulação de fatores ambientais como um aspecto no processo de projeto, então talvez o projeto digital possa contribuir para tornar a arquitetura mais sustentável.
Os elementos de suporte de carga são frequentemente dimensionados de acordo com o elemento que recebe a carga mais pesada, enquanto todos os outros são superdimensionados. Se formos capazes de simular fluxos de força em uma construção de forma muito mais precisa e se temos a fabricação digital, o que nos permite criar diferenciação na produção, então poderemos construir de modo mais eficiente quanto ao uso do material – alocamos material onde precisamos para a transferência de cargas.
TW: Oliver resumiu todos os elementos que estão lá fora e que são tecnologias ou ferramentas que devemos usar. Não tenho certeza se estou procurando sistemas disruptivos, mas há uma estratégia de otimização de baixo para cima. Isso é basicamente o que Oliver acabou de explicar – como otimizar a alocação de material em um edifício e assim por diante. Mas também precisamos de uma estratégia de cima para baixo, que é uma idéia ou uma visão. E isso é o que é fascinante sobre Oscar Niemeyer, há também uma estratégia de cima para baixo, a visão de uma sociedade mais humana. E isso, na verdade, permitiu-lhe seguir todo o caminho para explorar as possibilidades técnicas de um novo material, que lhe forneceu as ferramentas para expressar suas crenças. Penso que para os arquitectos seria fantástico combinar ambos: por um lado, desenvolvemos a tecnologia, os meios e os métodos para otimizar os elementos técnicos e tudo o que precisamos para realizar os nossos sonhos, mas por outro lado realmente temos de definir o que queremos alcançar. Um monte de desenvolvimentos tecnológicos no momento são impulsionados pela otimização, que é uma maneira muito materialista de fazê-lo. Talvez o seu carro pode funcionar um pouco mais rápido ou um pouco mais com a mesma quantidade de energia. Eu não estou dizendo que esta é a maneira errada de fazê-lo. Mas e se o seu carro não produzisse qualquer tipo de fumaça ou poluição? Em seguida, este carro poderia passar através deste shopping e se tivesse sensores saberia em que velocidade isso seria possível para não atropelar as pessoas e não bater em outra coisa. E de repente há uma idéia completamente nova sobre os espaços em que os carros são permitidos e aqueles que são apenas para pedestres. O que é um edifício e o que é uma rua? Podemos redefinir as regras do jogo. E isso é algo em que eu estou muito interessado... e estou curioso para pensar o que podemos conseguir com isso. Se os carros não batessem uns nos outros e se não atropelassem as pessoas, a próxima coisa que vc poderia fazer seria programar as ruas. Hoje pode haver um festival no minhocão em São Paulo. Isso é algo que poderia aparecer no GPS. Nenhum carro poderia entrar na rua e as pessoas poderiam ter um torneio de futebol ou uma festa de aniversário. Teríamos de definir regras sobre o que é mais importante e o que acontece quando, mas o aspecto do tempo se tornaria algo totalmente diferente no uso das ruas, dos edifícios e assim por diante. Oliver estava falando sobre a estrutura do edifício, o que chamamos de leis estáticas. Mas na verdade é muito mais interessante pensar sobre as leis como algo dinâmico. No momento em que você coloca as forças do vento em um edifício, especialmente em um prédio alto, as leis dinâmicas são muito mais importantes do que as leis estáticas de apenas levar as forças para baixo. De forma semelhante, a arquitetura poderia se tornar mais dinâmica e provavelmente poderíamos fazer a mesma coisa com o sombreamento, a eficiência energética, como paredes que podem se adaptar a quanta energia eles podem deixar passar. Por que fazemos edifícios que são herméticos enquanto usamos jaquetas que são exatamente o oposto, que podem se adaptar de acordo com o calor do corpo e a temperatura exterior? Eu acho que realmente precisamos olhar a arquitetura como um sistema dinâmico de muitas maneiras diferentes, e essa é a maior promessa que vejo em todos os avanços digitais. Poderíamos definir ambientes que podem interagir com o ambiente, e as pessoas poderiam interagir com sistemas de mobilidade, e assim por diante. Isso seria o próximo passo para tornar o futuro mais eficiente em termos de uso dos recursos, sem reduzir a qualidade de vida ou talvez até mesmo oferecendo o conforto que temos hoje para uma gama mais ampla de pessoas.
RU: Quando eu estava lendo a entrevista que você deu à Gabi (5) eu queria perguntar, em seu trabalho, por onde você começa? Quando você vai para uma gama tão livre de formas como as relaciona com o programa de arquitetura? Como isso se relaciona com as necessidades do briefing?
GC: E esta pergunta vem de dois arquitetos que frequentaram uma escola muito modernista...
TW: Oliver falou sobre Alberti começando a diferenciação entre alguém que projeta a arquitetura e alguém que a executa e também a diferenciação entre um esqueleto estrutural e o envelope exterior do edifício. Existe a tecnologia digital e há uma maneira de pensar digitalmente, e para mim existe sempre a hibridização. Uma coisa não precisa ser preta ou branca; uma coisa pode ser preta e branca ao mesmo tempo. Ou qualquer tom de cinza, e um não é melhor do que o outro. Nós não temos qualquer idéia preconcebida do que é bom ou ruim, mas você está curioso em pegar os ingredientes e ver se o que você pode fazer vale a pena. O processo é muito importante em nosso trabalho. Sou influenciado por Ben Van Berkel, do UN Studio, onde trabalhei durante dez anos e onde havia três etapas no processo de projeto: imaginação, técnicas e efeitos. Mas basicamente hoje eu diria: você tem que colocar o processo de projeto em um círculo; imagine esses três elementos como um processo cíclico e se você rodar esse processo pelo menos uma vez que você conseguirá um projeto interessante. Podemos começar com a imaginação, o que significa ter uma idéia. Em seguida, criar ferramentas para tornar essa idéia possível e, consequentemente, avaliá-la em termos do efeito que deve gerar. está levando ao resultado esperado? Poderíamos também definir um resultado que queremos alcançar. Isso significa ter uma idéia de como desenvolver uma ferramenta, e assim por diante. Nós poderíamos começar em qualquer um desses pontos. Podemos começar de baixo para cima, digamos, com uma nova maneira de fabricar alguma coisa, e então você vê que tipos de efeitos que podem lhe dar e daí derivar uma ideia ou visão. Para mim realmente não importa. Em alguns projetos começamos com o programa. Em outros projetos começamos com o contexto. Em outros ainda começamos com um método de fabricação digital que encontramos. Contanto que você combine todas as etapas em um ciclo cheio... esse é o método. É a maneira como você trabalha, o que permitirá que você tenha certeza que não é uma abordagem completamente aleatória. Portanto, a consistência está no processo e não tanto na aparência formal do projeto.
Oliver Tessmann, Tobias Walisser no Sesc Pompeia, São Paulo
Gabriela Celani: Você pode nos contar sobre o prêmio que vocês ganharam? Por que você acha que ganhou esse prêmio? Está relacionado com o trabalho que faz em Berlim ou está relacionado com o trabalho de todos os três escritórios em Stuttgart, Sydney e Berlim?
Tobias Walisser: Obviamente, o prêmio está relacionado ao trabalho feito por todos nós no LAVA, todos os atuais e antigos funcionários nos últimos nove anos. Estamos muito agradecidos a todos os que contribuíram para isso e, claro, nos sentimos muito honrados por termos sido selecionados para o prêmio em 2016. O prêmio é dado pelo Chicago Athenaeum, que é uma instituição americana, e é dado a arquitetos ou escritórios europeus que o Athenaeum acha que incorporam o espírito da arquitetura europeia. O prêmio foi criado há apenas seis anos e é muito interessante ver que não é um prêmio dado no final da carreira de pessoas que já ganharam outros prêmios, mas é mais para pessoas que o Athenaeum considera que devem ser apoiadas na tentativa de redefinir a arquitetura ou para adicionar algo novo à arquitetura. Sentimo-nos muito honrados que, por exemplo, Bjarke Ingels ganhou o prêmio há alguns anos, os nossos amigos do Graft ganharam o prêmio... mas também pessoas como [Santiago] Calatrava ou [Alessandro] Mendini, que são arquitetos naturalmente mais conhecidos. No nosso caso, somos novos neste campeonato, mas é ótimo ver que alguém se sente intrigado com o que estamos tentando fazer. E nós não construímos muitos edifícios grandes até agora. Nós realmente não publicamos um livro grande sobre o trabalho que temos feito, e estamos no processo de construção de algo. Temos dois arranha-céus em desenvolvimento na China, temos um prédio de escritórios de uma grande universidade em construção na Arábia Saudita, que será concluído no próximo ano. Temos o nosso primeiro grande projeto em construção na Alemanha e temos alguns projetos menores na Alemanha chegando muito em breve. É realmente importante para nós mostrar que não são apenas ideias, mas também podem ser implementadas e, independentemente da escala, também podemos mostrar que há uma abordagem específica para a maneira como trabalhamos. Quando nomeamos nosso escritório como o “Laboratório de Arquitetura Visionária”, o aspecto “laboratório” pode ser complicado para alguns clientes, porque eles não querem ter a sensação de que são algum tipo de cobaia, mas se você vê como nossa pesquisa é feita... qualquer pesquisa tem uma agenda clara e ninguém está assumindo um risco que está fora de controle. Então a ideia do laboratório realmente significa que não há tantos constrangimentos... nossa equipe de alguma forma sempre está pesquisando algo e depois definindo os tópicos para os projetos. O termo “visão” foi um problema na Alemanha onde eu cresci. Na década de 1980 um político famoso disse que, se alguém tem uma visão, ele deve ir ao médico. Foi totalmente fora de moda tentar pensar sobre as possibilidades futuras, ter uma perspectiva otimista para o futuro como Oliver explicou antes. Assim, as visões estavam totalmente fora de moda e para nós era importante dizer: mas como arquitetos você sempre tem que ter uma visão porque imaginamos algo na frente de nossos olhos que ainda não está lá. Precisamos ter uma certa imaginação e o desejo de fazer algo que não seja apenas um cálculo técnico, com uma equação simples e uma solução ótima. Há intuição e há um desejo de criar um aspecto humanista na obra. E é isso que o Athenaeum de Chicago realmente honra no prêmio. Nós nos sentimos muito compreendidos no que estamos tentando apresentar e sentimos isso como uma apreciação do que estamos tentando fazer. Não é um trabalho fácil; estamos apenas no começo.
GC: A conversa foi ótima! Muito obrigada!
Gabriela Celani, Oliver Tessmann, Tobias Walisser e Rafael Urano em um restaurante em São Paulo
Tobias Wallisser
Professor de construção inovadora e conceitos espaciais e vice-presidente da Academia Estadual de Belas Artes em Stuttgart. Em 2007, Tobias e dois sócios fundaram o LAVA – Laboratório de Arquitetura Visionária, um grupo internacional de discussões sobre arquitetura com 45 funcionários em escritórios em Berlim, Stuttgart e Sydney. Como Arquiteto Associado no UN-Studio em Amsterdã, ele foi responsável por diversos projetos, incluindo o Museu Mercedes-Benz, na Alemanha. Em 1997, obteve o diploma de mestrado da Columbia University (NY). Trabalhou para a Asymptote Architecture na Bolsa de Valores Virtual de Nova York em 1997 e para a empresa alemã KTP em um premiado projeto de um conjunto escritórios com alta eficiência energética na Alemanha. Tobias Wallisser ministrou palestras em universidades por toda a Europa e ganhou muitos prêmios (www.l-a-v-a.net/about-lava/the-founders).
Oliver Tessmann
Professor de Design Digital (DDU) da Escola de Arquitetura da Universidade Técnica de Darmstadt. Seu ensino e pesquisa giram em torno do projeto computacional (computational design) e da fabricação digital na arquitetura. De 2012 até 2015 foi Professor Assistente na Escola de Arquitectura e Ambiente Construído, KTH Estocolmo. Foi Professor Convidado na Staedelschule Architecture Class (SAC) em Frankfurt, coordenando a especialização “Arquitectura e Design Performativo”. Trabalhou com o escritório de engenharia Bollinger + Grohmann em Frankfurt na interface entre arquitetura e engenharia. Depois de se formar em 2001 na Universidade de Kassel, trabalhou com Coop Himmelb(l)au no México e em Viena e com Bernhard Franken em Frankfurt. Em 2008, Oliver Tessmann defendeu doutorado na área de “Procedimentos de Design Colaborativo para Arquitetos e Engenheiros” na Universidade de Kassel. Seu trabalho foi publicado e exibido na Europa, Ásia e os EUA (www.facebook.com/DigitalDesignUnit/?fref=ts).
Gabriela Celani e Rafael Urano
Professores de arquitetura da Universidade de Campinas.