português Nesta entrevista, Francisco Ribas Barangé, arquiteto espanhol titular do escritório Ribas y Cia, fala do contexto em que surgiu o escritório, suas influências e trajetória
english En esta entrevista, Francisco Ribas Barangé, arquitecto español titular del estudio Ribas y Cia, habla del contexto en que surgió el estudio sus influencias y trayectoria
español In this interview, Francisco Ribas Baranger, Spanish architect office holder Ribas y Cia, talks about the context in which emerged the office, his influences and professional path
Casa de praia em madeira, Barcelona, anos 1930 Ribas y Pradelll
Ribas y Cia a partir de seu contexto Marcio Cotrim e Mónica Cruz Guáqueta
O período que caracterizou o início do escritório de arquitetura Ribas y Cia está condicionado por fatores históricos que marcaram a uma época na qual se sedimentaram as bases da arquitetura catalã atual. O efêmero episódio do GATCPAC durante os anos 1930 fundamentou uma arquitetura renovada, disposta a estender pontes entre a modernidade mais vanguardista e a tradição local para encontrar novas respostas ao dilema arquitetônico.
Os arquitetos encarregados de dar forma e levar aqueles projetos ao mundo cotidiano, estabelecendo uma conexão a partir daquela experiência até seu tempo, foram os protagonistas da década de 1950, que impulsionaram com suas obras a criação de um modo de fazer próprio de Barcelona.
Durante aqueles anos a Espanha contou com um crescimento econômico necessário para situar a produção arquitetônica num de seus momentos mais representativos.
Se durante os anos 1930 se buscou em Barcelona o protagonismo da arquitetura moderna em um nível institucional, como uma marca registrada de modernidade nos seus edifícios e na experimentação em pequenos projetos de casas unifamiliares, os anos 1950 e 1960 se caracterizaram pela difusão e tradução destas formas –que antes, quando realizadas, eram privilégio de alguns poucos– ao “anonimato” do cidadão comum. A melhora das condições de moradia e as propostas resultantes cobraram neste momento um protagonismo que durante as proposições dos anos 1930 apenas se perfilaram como utopias, e que tiveram um espaço para realizar-se durante os anos 1950 a partir do desenvolvimentismo espanhol, e os anos 1960 como a década que recebeu os resultados deste impulso.
Foi neste contexto onde se criou o escritório Ribas y Cia, que durante a década de 1960 se configurou como um dos escritórios de arquitetura mais dispostos a continuar com esta tradição renovadora; sua busca constante por vincular a arquitetura ao usuário e ao lugar possibilitou, através de diversos projetos, a definição durante esta época das bases sobre as quais se sustentaria um modo claro de operar. A entrevista que se publica a continuação é resultado de uma conversa com Francisco Ribas Barangé, em que -a seus 74 anos, depois de uma vida dedicada a arquitetura – fala deste contexto, de suas influencias, da trajetória do escritório e da busca de fazer da arquitetura produzida um mediador entre o cliente e o lugar em que é inserida, o que derivou em uma especial capacidade de adaptação às transformações de seu entorno, sempre presente em seus desenhos, e das quais nunca se manteve distante.
Portão de acesso e estações de monorraíl e teleférico, Expo Sevilla, 1992 Francisco Ribas Y Joan Ovejero Morilla
Stand da Ribas y Pradell na Exposição Universal de Barcelona de 1929
Marcio Cotrim e Mónica Cruz Guáqueta: Você vem de uma família muito vinculada a arquitetura e a construção. Que relevância tem este legado em sua forma de ver a arquitetura? O vê com uma tradição?
Francisco Ribas Barangé: Não sei se posso chamar de tradição; na minha casa se falava de arquitetura, mais do que pela empresa construtora (Ribas y Pradell) por meu pai que era arquiteto, ainda que não pode exercer muito a profissão pois se vinculou às empresas da família. MC/MCG: Qual é o papel da Ribas y Pradell no contexto arquitetônico de Barcelona?
FRB: Minha família e, portanto, a empresa figurou no panorama arquitetônico desde 1845 até 1980, estando muito vinculada ao crescimento de Barcelona, não somente na construção civil, senão em muitas outras instituições: Automóvel Clube, sociedades culturais, a Fundação Ribas de hospitais, etc.
MC/MCG: Em termos gerais pode-se identificar dois momentos de transformação no panorama arquitetônico catalão com respeito a arquitetura moderna: um ao longo da década de 1930, ao redor do GATCPAC; outro na década de 1950, quando se retomou o elo condutor interrompido nos anos 1940. Em que ponto de que forma a Ribas y Pradell participou destes dois momentos?
FRB: Meu pai terminou a universidade na segunda metade dos anos 1920, justo antes do GATCPAC. Ele viveu em parte este ambiente. Rodríguez Arias, Sert, por exemplo, foram seus amigos. Com a guerra civil existe um passo atrás que se nota na arquitetura como quase em todas as esferas culturais. Volta-se a uma arquitetura neoclássica, muito comum em regimes totalitários.
Nós (José Luis Cia e Francisco Ribas) terminamos a universidade no início dos anos 1960. Portanto eu vivi a segunda renovação da arquitetura moderna na Espanha. Naquele momento estavam Miguel Fisac em Madrid, o Grup R, Bohigas e Coderch que empurrou em grande parte tudo isso de uma maneira bem local.
A Ribas y Pradell, como construtora, não apoiou concretamente aos arquitetos modernos nestes dois momentos. Apoiou igualmente a Duran i Reinals quando fazia edifícios neoclássicos como a Bohigas já no Grup R. O que sim acontecia era a amizade que meu pai tinha com o grupo de artistas e arquitetos de vanguarda; por isso acabou encarregando muitos projetos a eles. Não era uma política da empresa, nem muito menos uma estratégia ideológica.
MC/MCG: As atividades da Ribas y Pradell iam além da empresa construtora, ao longo do século XX se expandiram como fábrica de elementos cerâmicos e abordou pré-fabricados leves de madeira, cimento e ferro. Existia por trás destas atividades um interesse em unir desenho e indústria?
FRB: A empresa, além de atuar como construtora, desenvolveu produtos como Durisol, um pré-fabricado leve de uma patente Suíça com escritório e fábrica em Dieticon. Aqui, com licença, se fabricou em Molins de Rei, Barcelona. Como, basicamente, é um produto de resíduos de madeira tratados quimicamente e com cimento portland, a fábrica se situou ao lado dos Cimentos Molins, pela facilidade de transporte.
Também se fabricou placas mais simples de isolante, como se fossem cortiça ou similares, e outras, que terminadas com reboque exterior e de medidas 1.50x0.70, se fixavam em estruturas metálicas. Assim se construíram muitas escolas em toda a Catalunha e em toda a Espanha devido à urgente demanda daqueles anos. Construiu-se também com este mesmo material a fábrica da Seat, a Universidade de Valencia e a fábrica de Montesa.
Tinha muitas vantagens de rapidez e isolamento térmico, mas frente a econômica Mao de obra dos anos 1960/1970 eram pouco competitivos, e ale do tema do que, a questão do isolamento não era naquele momento um tema fundamental como agora. Entretanto, foi sem dúvida um material importante para a construção em toda a Espanha. Sem dúvida contribuiu para a união entre a arquitetura e o desenho, ainda que não acredito que tenha sido esta a preocupação central, senão uma conseqüência.
Edifício Tókio, Barcelona, 1957. Construído pela Ribas y Pradell, arquiteto F. Mitjans i Miró
Perspectiva da sala de estar de uma casa em La Cerdanya, 1960 Desenho de Francisco Ribas
Marcio Cotrim e Mónica Cruz Guáqueta: Você se formou no início dos anos 1960? Qual era o panorama arquitetônico que podia esperar um recém formado em Barcelona naqueles anos?
Francisco Ribas Barangé: Era um momento de uma nítida transformação arquitetônico. Passava-se de obras neoclássicas, “a la Bruneleschi”, a um campo muito mais aberto, devido em grande parte ao Grup R e sobretudo a Coderch na Catalunha; a Francisco Javier Sáenz de Oiza, Luis Gutiérrez Soto e Miguel Fisac em Madri.
MC/MCG: O momento crucial que significou esta época para a construção de Barcelona foi uma motivação inicial?
FRB: Sem dúvida, para mim e para toda mina geração, estas mudanças foram de grande motivação. É curioso que nesta época, ainda se vivia um momento complicado na Espanha, ainda estávamos bastante isolados do ponto de vista cultural com relação a outros países da Europa. Tive que contrabandear a primeira poltrona que tive dos Eames. Tive que trazê-la de Andorra por peças, pouco a pouco... Houve um grupo inicial, no qual me incluo, que foi buscar fora, sobretudo no norte da Europa, informações e maneiras de dar continuidade ao que tinha sido feito aqui nos anos 1950.
MC/MCG: Quais foram as pessoas mais próximas com as que pode trabalhar durante estes anos?
FRB: Trabalhei com Duran i Reynals, um escritório importante de Barcelona, totalmente decimônico, desordenado e boêmio, mas com uma enorme sensibilidade. Assinei algumas obras com ele, ainda que não estivesse totalmente de acordo com estes projetos. Com Miguel Milá iniciamos a Tramo S.A. Miguel era um homem muito inquieto e interessado por desenho. Nestes anos estive trabalhando no Colégio de Arquitetos de Catalunha e criamos uma espécie de centro de desenho onde tentamos aglutinar aos designers daquele momento. Fiz algo com Bonet, com Fisac, e com Terradas... Terradas era naqueles anos diretor da Escola de Arquitetura, onde eu também dava aulas.
MC/MCG: Qual foram os arquitetos que serviram como referências iniciais?
FRB: Fernández Alba e M. Fisac em Madri, foram referências importantes. Gutiérrez Soto é um exemplo destes arquitetos que passaram do período do GATPAC a uma arquitetura neoclássica e logo voltou a fazer coisas interessantes. Rafael Moneo, que é da minha geração e sem dúvida um grande arquiteto. Fora da Espanha, gosto particularmente de Frank Lloyd Wright, Gio Ponti, Carlo Scarpa, Mies... Coderch é uma referência local muito importante. Ele fez arquitetura de forma muito unitária sem deixar-se influenciar por ninguém; sem dúvida foi a influencia mais forte. Em paralelo estava o Grup R, mas nunca ninguém na Espanha teve uma personalidade arquitetônica tão definida como Coderch.
Os nórdicos nos interessavam muito. Estive duas vezes no escritório de Aalto, e segui muitas de suas obras. A arquitetura japonesa também, tanto a popular de Kyoto como a arquitetura moderna em madeira e concreto aparente, sempre me pareceram muito sérias...
Cartão postal do Hotel Myako, Kyoto, viagem de Francisco Ribas ao Japão, anos 1960
Clínica Planas, Pedralbes, Barcelona, 1970 Ribas y Cia Arquitectos
Marcio Cotrim e Mónica Cruz Guáqueta: Ainda que tenha predominado a segunda casa como programa, seu escritório deparou-se com diversas tipologias: clínicas, laboratórios, clubes, etc. Você acredita que exista uma unidade entre todos estes projetos?
Francisco Ribas Barangé: Sem dúvida existe uma unidade; o tijolo a vista, por exemplo, foi um material que não se utilizava tanto naqueles anos e nós utilizamos em muitos edifícios. Por exemplo, na Clínica Planas o no conjunto de edifícios na Avenida de Pedralbes. Por outro lado, Joaé Luis Cia, meu sócio até 1985, quando faleceu, vinha de uma família de carpinteiros, portanto, a madeira e a forma de pensar o espaço (coberturas, estruturas) é outra constante e, acredito, um dos aspectos que unificam nosso trabalho.
MC/MCG: Como se manifesta esta unidade, que elementos são reconhecíveis?
FRB: Principalmente nos materiais… por outro lado, sempre buscamos adaptar o edifício ao terreno, fazer uma arquitetura educada, ter em conta seu entorno, um coisa que aqui creio que foi prescindida. No edifício da Mutua (Mutua Metalúrgica de Barcelona), por exemplo, situado entre outros dois muito diferentes, tentamos não agredir, criar um vínculo de união, uma espécie de elemento neutro de transição; ou a Casa Serra (Diputación de Barcelona) onde propomos um novo edifício como um pano de fundo para a casa pré-existente; o ainda nas casas de montanha, que buscamos sempre integrá-las à paisagem tendo em conta seu entorno. Edifícios sempre integrados à paisagem, mas de maneira prudente e moderada, nunca agressiva, sempre educada como o entorno.
MC/MCG: A discrição é uma característica desta arquitetura?
FRB: Pode ser que sim, pois nós mesmos somos discretos... acredito que é ofensiva uma arquitetura que não se considera como uma pequena peça em uma paisagem o cidade muito mais ampla e importante.
MC/MCG: Parece que a eleição dos materiais responde a umas condições particulares. Ao olhar a obra do escritório em seu conjunto parece conformar um todo unitário. Isso é um busca consciente ou uma conseqüência?
FRB: Pode ser em parte conseqüência da legislação local que condiciona estes projetos a certos materiais. Entretanto nossa preocupação constante de não agredir o entorno nos levou, e segue levando, a utilizar materiais locais. Ou seja, não vamos fazer uma casa branca de Ibiza nos Pirineos, nem um telhado de ardósia na Costa Brava, e isso é válido tanto para arquitetura como para o paisagismo, por exemplo.
MC/MCG: E com relação à volumetria, pode-se dizer o mesmo?
FRB: Exatamente o mesmo, a questão de coberturas inclinadas ou planas, por exemplo, é o mesmo. Na montanha sempre tentamos, usando telhados inclinados, que a casa esteja colada no solo, que não seja um objeto posto ali, senão que surja do terreno, enquanto na praia existe um jogo volumétrico pensado a partir de sombras, etc.
MC/MCG: Esta unidade define um modo muito característico de fazer e pensar a arquitetura?
FRB: Uma maneira de fazê-la e vivê-la. Todos os projetos que fizemos foram feitos como si fossem para nós mesmos, tanto a casa privada como edifícios públicos, pensando no usuário. Nunca foi uma questão de que se ficará bem ou mal, senão de como se vive ai; a partir destas considerações nos saí esta arquitetura, pouco agressiva e funcional no que diz respeito ao cliente.
MC/MCG: No caso destas casas na alta montanha, que são normalmente a segunda ou a terceira casa de clientes de um nível social muito elevado, a discrição destas arquiteturas é um reflexo ou está vinculada a discrição que esta classe social demanda ou exige?
FRB: Acho que não. Muitas vezes as classes sociais altas demandam outras muitas coisas contraditórias à discrição que você comenta (gesticula volutas e capitéis imaginários). O que propomos é uma maquina para viver, funcional dentro de cada caso específico, mas que ao mesmo tempo reflita esta discrição, mas esta discrição é conseqüência de uma interpretação do entorno imediato e não da personalidade dos clientes.
Casa em Bolvir, Cerdanya, Catalunya, 1980 Ribas y Cia Arquitectos. Foto: R. Stocco
Edifício da Mutua Metalúrgica de Barcelona, calle Provenza, Barcelona, 1968 Ribas y Cia Arquitectos
Marcio Cotrim e Mónica Cruz Guáqueta: Houve dois grandes encargos ao longo dos anos 1980: a Diputación e o edifício para a Mutua. Entretanto, no final daquela década, após a morte de José Luis Cia e durante o auge construtivo da cidade, motivado pelas olimpíadas de 1992 e pela entrada da Espanha na EU, o escritório se manteve a margem destes trabalhos. Porque?
Francisco Ribas Barangé: Eu dei aula na ETSAB até pouco tempo antes disso, a morte do meu pai me obrigou a aproximar-me dos negócios da família, distanciando-me, do Colégio (COAC) e da Escola de Arquitetura (ETSAB). Acredito que este distanciamento no final dos anos 1970 e ao longo de toda a década de 1980 foi decisivo para o escritório não participar do “grupo olímpico”. Entretanto, me chamaram para fazer coisas na Expo Sevilha, ainda que a partir de um concurso e não por contatos pessoais.
MC/MCG: Que conseqüências teve, na obra do escritório, não ter participado deste grupo?
FRB: Do ponto de vista do fluxo de trabalho, nada, pois sempre predominou um tipo de cliente privado claramente definido que nos chega basicamente pelo “boca-a-boca”. Nunca fomos um escritório enorme, e por isso nunca sentimos os refluxos de clientes. Agora, talvez tenhamos nos distanciado um pouco da discussão arquitetônica que surgiu nestes anos.
Edificio da Diputación de Barcelona, Av. Diagonal, Barcelona, 1985 Arquitectos Francisco Ribas, José Luis Cia, Federico Correa y Alfonso Milà, Javier Garrido
Casa em Llafranc, Costa Brava, Catalunya, 2007. Ribas Arquitectos Foto: R. Stocco
Marcio Cotrim e Mónica Cruz Guáqueta: Como se deu a incorporação de Damián Ribas ao escritório em meados dos anos 1990. Que contribuiu seu ingresso?
Francisco Ribas Barangé: Seguramente contribuiu com um frescor que já não tínhamos, possivelmente por termos ficado distantes da discussão gerada com as Olimpíadas. Primeiro ele trabalhou com Bach e Mora, e logo se integrou ao escritório, formamos assim o Ribas Arquitetos. Não houve problemas de critérios gerais, mas sem dúvida um impulso motivado pela diferença geracional.
MC/MCG: Surgiram outros tipos de clientes e áreas de atuação com a chegada de Damián?
FRB: Sim, ainda que eu ache que o tipo de cliente seja o mesmo, somente são mais jovens. Pode ser que tenham interesses distintos, mas são muito parecidos.
MC/MCG: Como se enfrentou o escritório aos últimos 20 anos, em que, mesmo mais consolidado, os modelos a seguir são muito mais difusos que os dos anos 1950 e 1960; e o marketing empresarial é uma necessidade real?
FRB: Seguimos fazendo o mesmo que fazíamos nos anos 1960, no entanto, com mais controle e paciência; o que sim houve foi a expansão das regiões aonde intervimos, implicando em duas coisas: a expansão do mercado pela diversificação das regiões onde trabalhamos, fato que possibilitou nos mantermos distante de um tipo de marketing que não seja o pessoal; e a transformação de alguns aspectos de nosso trabalho devido às características distintas destes novos entornos.
Casa em Els Trullars, Baix Empordà, Catalunya, 2007. Ribas Arquitectos Foto: R Stocco
Damián Ribas Malagrida e Francisco Ribas Barangé. Ribas Arquitectos Foto: R. Stocco
Francisco Ribas Barangé
Formou-se arquiteto em 1960 e doutoro-se em 1965. Foi professor de projetos para 3º e 4º ano na Escola Técnica Superior de Arquitetura de Barcelona (ETSAB) entre 1966 e 1969 e membro da diretoria do Colégio Oficial de Arquitetos da Catalunha e Baleares (COAC) em 1962 e 1973. Entre 1960 e 1985, junto com o arquiteto José Luis Cia, dirigiu o escritório Ribas y Cia Arquitectos e a partir de 1995, ao lado de Damian Ribas Malagrida, o Ribas Arquitectos.
Damián Ribas Malagrida
Formou-se arquiteto em 1995 pela Escola Técnica Superior de Arquitetura de Barcelona (ETSAB). Depois de uma temporada no escritório de Jaume Bach y Gabriel Mora se associou com Francisco Ribas Barangé formando o Ribas Arquitectos, onde permanece até hoje.
Marcio Cotrim
Arquiteto, professor licenciado pela UNAR e CUBM. Mestre em História da Arte e Arquitetura (UPC-UFMG); atualmente prepara a defesa de sua Tese de Doutorado (ETSAB-UPC) orientado pelo Prof. F. Alvarez Prozorovich (UPC) e pelo Prof. Abilio Guerra (Mackenzie). Desde 2005 é correspondente da revista Escala (Colômbia) e colabora, desde 2006, nas aulas de História III (UPC) e com o grupo de pesquisa Historia en Obres. http://recerca.upc.edu/historiaenobres/catala/index.php.
Mónica Cruz Guáqueta
Arquiteta pela Univ. De los Andes (Colômbia). Professora e pesquisadora de história da arte e arquitetura. Mestre em História da Arte e Arquitetura (UPC) e atualmente desenvolve sua pesquisa de doutorado (UPC). Documentalista do arquivo histórico da Cátedra Gaudí, professora do curso Arquitectura y sociedad, no mestrado de Diseño de Interiores. Tem diversos artigos publicados: Papeles DC, INDE, editada pelo Colégio de Arquitetos de Barcelona, Il Giornale dell’architettura de Turín, e revista Escala em Bogotá, Colômbia.
Entrevista
O texto desta entrevista, disponibilizada no ar pelo Portal Vitruvius em janeiro de 2008, é resultado de três conversas realizadas com Francisco Ribas entre 2006 e 2007 para a elaboração do livro COTRIM, Marcio. Arquiteturas do cotidiano – A obra de Ribas Arquitetos: 1960-2007. São Paulo, Romano Guerra Editora, 2008. A entrevista foi disponibilizada em Vitruvius em fevereiro de 2008.
Bibliografia sobre os arquitetos
Livros
GAUSA, Manuel; CERVELLÓ, Marta; PLA, Maurici. Barcelona, guía de arquitectura moderna 1860-2002. Barcelona, Actar, 2002.