português Haniel Israel, arquiteto e mestre em arquitetura, entrevistou a arquiteta Anne Lacaton, sócia do escritório francês Lacaton & Vassal ao lado de Jean-Philippe Vassal, contemplados com o prêmio Pritzker de 2021.
como citar
Haniel Israel.
“Questões de espaço, educação e inovação”.
Vitruvius entrevista, ed. 22.086. 2021.
Disponível em: https://vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/22.086/8119
Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal durante reconhecimento de campo para as atividades do workshop do IV ILS
Durante o IV Innovative Learning Spaces, curso de verão realizado periodicamente pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Sassari, tivemos a oportunidade de conhecer pessoalmente a dupla Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal, arquiteta e arquiteto naturais da França, contemplados pela láurea Pritzker de 2021 (1), promovida pela Fundação Hyatt. Ali, no calor da Sardenha, juntamente com colegas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie, representando também o seu Laboratório de Projetos e Políticas Públicas (2), participamos integralmente da programação desenrolada nas proximidades de Alghero, que teve por título “Paisagens do Conhecimento” ou Landscapes of Knowledge.
Passados alguns dias de envolvimento colaborativo, de discussões e de resultados parciais obtidos, cada equipe organizou as apresentações, tendo como júri os professores e tutores do evento, incluindo a dupla Lacaton & Vassal. A mesma dupla proferiu sua aula magna à plateia, apresentando experiências e projetos de equipamentos de ensino desenvolvidos por seu escritório. Nesse contexto de interlocução de experiências e de intercâmbio cultural, viabilizou-se então a aproximação com Anne Lacaton e Jean-Phillippe Vassal, cuja obra ganhou notoriedade nos anos 2000, devido ao crescente reconhecimento de seu trabalho no âmbito acadêmico, e à divulgação realizada por meios de circulação internacional, em se tratando de periódicos de projetos arquitetônicos.
Buscou-se no evento como interesse primário, portanto, compreender a relevância das relações sociais protagonizadas por meio de edifícios educacionais, considerando o pressuposto de que tais equipamentos detêm em si próprios, ainda que seja aparentemente redundante em primeira análise, o potencial de construir cidades e de promover coesão em tecidos urbanos fragilizados. Tendo em vista tal pressuposto, os espaços educacionais inovadores, dentro da perspectiva das cidades do século 21, dirigem-se à sua própria afirmação, no tocante da experiência urbana como uma prática de escola integral por excelência, ou mesmo da urbe-mimética materializada na configuração arquitetônica de equipamentos educacionais, os quais, por hipótese, trazem em si a instrumentalização da urbis em práticas sóciopedagógicas.
Na conjuntura brasileira ressalta-se que, em referência ao caso supracitado, consolidou-se na segunda metade do século 20, uma cultura de edificação de escola pública e popular nacional através do modelo Escola-Parque. Anísio Teixeira, educador brasileiro aclamado em debates atuais, o qual figura entre os cem maiores pensadores da educação pela Organização das Nações Unidas – ONU (3), assistiria o alcance do seu pensamento crítico na educação e na genealogia da Escola-Parque, mesmo em face do colapso do modelo de cidade do século 20 na cidade do século 21. De modo, ter-se-iam como representação dessas questões, os Centros Educacionais Unificados e suas três gerações na cidade de São Paulo, entendidos como um resgate do eruditismo da arquitetura escolar brasileira e do pensamento anisiano (4).
O contato estabelecido na Sardenha, feito semanas antes da entrevista, permitiria uma nova aproximação à guisa de um encontro mais oportuno e adequado na cidade de Paris, para o registro da entrevista. Dando continuidade da pesquisa na cidade parisiense, além das idas à Biblioteca Nacional da França, a próxima visita estaria reservada ao escritório que, na ocasião, localizava-se no último pavimento de um edifício de caráter industrial, esse ocupando parcialmente o miolo de uma quadra próxima à Gare de l’Est. Desse modo, possibilitou-se o encontro com Anne Lacaton. Seu sócio, naquele dia, estava em viagem.
Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal durante reconhecimento de campo para as atividades do workshop do IV ILS
notas
1 HYATT FOUNDATION. The Pritzker Architecture Prize. Jury Citation: Anne Lacaton & Jean-Philippe Vassal. Chicago, 2021 <https://bit.ly/3x0QfG3>.
2 O Laboratório de Projetos e Políticas Públicas (LPP), coordenado pelo Prof. Dr. Valter Caldana, é um grupo de pesquisa aplicada e, simultaneamente, um instrumento de ação que atua nas áreas inerentes ao desenvolvimento urbano em todas as suas escalas, desde o edifício até o planejamento regional, desde a habitação até o design de serviços, o saneamento e a mobilidade. Sediado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo, Brasil, seu trabalho está fundamentado na transdisciplinaridade que o tema requer, na experiência profissional e acadêmica de seus componentes e na criação de metodologias específicas para o desenvolvimento de cada novo projeto em que se envolve.
3 MORSY, Zaghloul. Thinkers on Education. Volume 4. Nova Delhi, Unesco Publishing / Oxford & IBH Publishing, 1993.
4 ISRAEL, Haniel. Centros Educacionais Unificados de São Paulo (2004-2019): cidade, edifício escolar e praça de equipamentos públicos. Orientador Valter Caldana. Dissertação de mestrado. São Paulo, FAU Mackenzie, 2020.
École Nationale Supérieure d’Architecture de Nantes
Haniel Israel: Celestin Freinet, representante do escolanovismo sob uma ótica transnacional (5), em primeira análise, seria uma figura no âmbito político-pedagógico francês com destaque semelhante às atuações do educador brasileiro Anísio Teixeira. Seu ideal pedagógico e projeto político teriam influenciado uma geração de arquitetos ao longo da segunda metade do século 20, destacando-se como um dos clientes de arquitetura mais significativos para a arquitetura brasileira. Tal como Anísio Teixeira, é possível verificar a influência de Freinet ou de outros educadores nos edifícios educacionais franceses? Se sim, quais seriam as referências dentro dos projetos de arquitetura?
Anne Lacaton: Não conheço muito bem sobre as técnicas pedagógicas, mas, na verdade, aqui na França muitas escolas seguem a linha do modelo educacional Jules Ferry (6), que é um modelo antigo com aulas seriadas, com organização de espaços para as turmas, isto é, cada qual com um mestre, ou um professor em cada sala. Também tem muitos espaços coletivos para brincar, a biblioteca, o refeitório, as áreas de recreação... Algumas vezes temos espaços para fazer esportes, como você exemplificou nesse caso de São Paulo, que são integrados à escola. Penso que as diferentes técnicas pedagógicas talvez aconteçam no interior disso tudo, porque aqui na França, evidentemente, temos o modelo pedagógico como o montessoriano, que também se propagou de maneira um pouco paralelas, mas não conheço o assunto de uma maneira ampla quanto você.
Creio que aqui não temos muitas escolas que foram feitas por projetos pedagógicos que sejam muito diferenciados. Quando tem, são raros, porque nossos sistemas escolares permanecem na linha republicana, seguindo o padrão do modelo do professor com a sua turma, o que também não impediria, de certo modo, que os professores praticassem técnicas pedagógicas diferentes. O espaço pode ser um instrumento que induz ou que o constranja a fazer atividades pré-determinadas; está imposto, porém, ele não impede as práticas diferentes em suas configurações, em se tratando de algumas pedagogias particulares. Sempre podemos utilizar o espaço de uma maneira diferente.
Suponho que, no interior da sala de aula, o professor tem um espaço de liberdade, que ele pode decidir como fazer a sua própria pedagogia, mas creio que a maioria dos projetos de escola tende a seguir um programa, da definição dos espaços, de suas respectivas funcionalidades, da utilização desses espaços de modo geral que traz uma tipologia e que, com o tempo, esses padrões passaram por mudanças e a programação das escolas tem tornado os edifícios mais abertos. Hoje em dia é verdade que, cada vez mais, as escolas localizadas em contextos urbanos, em específico nas suas relações com os bairros, têm se tornado mais abertas à população.
Isso não é algo simultâneo. Durante os horários de aula, as escolas são abertas porque tem as crianças dentro, mas depois desses horários tem atividades extras porque os pais das crianças ainda estão trabalhando. Os estudantes podem ficar por mais um pouco de tempo dentro da escola aos cuidados de outros educadores que vêm fazer atividades dentro do próprio edifício. As escolas são abertas na França, mas talvez não tanto quanto você explicou no Brasil, no caso dos Centros Educacionais Unificados em São Paulo. Os edifícios escolares franceses estão abertos fora dos horários e das atividades específicas das aulas e das turmas como te expliquei.
Também as escolas podem servir às eleições, para votar. As eleições sempre corroboram para a construção de um lugar público, então tem uma utilização controlada para as atividades públicas, seguindo a Maîre. Assim, as escolas maternais e elementares dependem da cidade, representada pelas governanças locais, as escolas de ensino médio sejam entendidas na figura do colégio ou do liceu, dependem dos distritos regionais de ensino e a Universidade, por sua vez, com suas relações de dependência direta com o Estado. Tais atribuições faz com que as escolas maternais e elementares, por exemplo, sejam mais apegadas, ligadas à vida de bairro, muito mais que no caso das universidades.
Eu, particularmente, não sou especialista no assunto. Na postura de arquiteta, quando a gente teve que trabalhar em concursos para fazer a concepção das escolas, contamos sempre com os programas que são idênticos entre si, derivados desse modelo da classe com o professor e a turma. Existe algumas experiências muito interessantes, durante os anos 1970, onde as escolas eram mais abertas e, portanto, menos fechadas comparadas às de hoje. Eu tenho em mente que, na cidade de Grenoble, a experiência conhecida como La Cité de l’Arlequin (7), pesquisa sobre a maneira com qual as pessoas eram instruídas a conviver, como as pessoas deveriam compartilhar suas vivências na dimensão coletiva. As residências eram elevadas do solo e tudo que pertencia ao rez-de-chaussée, era articulado por uma grande rua e, as escolas que ali existiam estavam voltadas para essa rua, não eram fechadas.
Por exemplo, uma velhinha que vai fazer compras no mercado, podia atravessar a escola e conversar com as crianças. Esse modelo aberto não durou muito tempo por não condizer com a realidade de hoje, na qual a sociedade se fechou em face das vivências sociais por meio do edifício escolar. As ameaças do terrorismo na França têm se tornado constantes e, em decorrência disso, as escolas são fechadas durante o período escolar. Ninguém pode adentrar no edifício, o que é muito diferente na Suíça, por exemplo, onde as escolas não são fechadas ou que não tem fechamentos explícitos. Isso ocorre porque não é a mesma vida de sociedade que temos aqui na França, onde a escola tem sido um lugar que não podemos entrar durante o tempo escolar se não formos professores, parentes dos estudantes, ou os próprios estudantes.
notas
5 VIDAL, Diana. Sujeitos e artefatos: territórios de uma história transnacional da educação. Belo Horizonte, Fino Traço, 2020.
6 Jules Ferry assumiu protagonismo no contexto político francês dos anos 1880, em suma, no tocante à sua atuação no campo das políticas públicas educacionais, representando desdobramentos do movimento de independência do poder público, ora desencadeados ao longo do século XIX em decorrência da Revolução Francesa (1789). Ferry destacou-se em face da laicização do ensino primário francês, tornando-o público, laico e gratuito. Houve aversões quanto a laicização do ensino por parte dos clérigos, cujo projeto republicano recebeu a alcunha de “Filha mais velha de Satã” por parte do Papa Pio X. Ver: BIENFAIT, Hervé. Villeneuve de Grenoble: la trentaine. Grenoble, Cnossos, 2005. Ver também: WEREBE, Maria José Garcia. A laicidade do ensino público na França. Revista Brasileira de Educação, n. 27, Rio de Janeiro, dez. 2004, p. 192-197 <https://bit.ly/2StcXYq>.
7 Trata-se de um projeto que agrupa 2.200 unidades de habitação destinadas a uma população de 9.000 habitantes. O conjunto dessas edificações somam a continuidade de 1.500 metros ao longo de um parque central no bairro de Villeneuve, cidade de Grenoble. As “Galerias Arlequim” integram-se a um sistema de circulações internas a esse conjunto que definem o térreo, visto como o principal elemento qualificador deste projeto. Desse modo, o térreo configura passagens em forma de rua e, assim, permitem fruição a partir de percursos peatonais. Além do uso de habitação, o conjunto reúne comércio local nessas galerias, além de serviços públicos como biblioteca, teatros, atendimento de saúde, ensino primário e creche por meio de um colégio de bairro. Sua construção foi concluída em 1976, tendo a autoria do arquiteto Roland Simounet. Ver BIENFAIT, Hervé. Op. Cit.
École Nationale Supérieure d’Architecture de Nantes
Haniel Israel: Em se tratando do crucial diálogo entre o equipamento educacional e a cidade - enquanto espaço construído, a partir das vivências sociais que atravessam a arquitetura de escolas, percebemos diferentes maneiras de relações de programas escolares no espaço urbano. Na sua visão, como poderíamos perceber a presença da cidade dentro do edifício escolar, que também protagoniza um espaço público nas cidades?
Anne Lacaton: Eu acho que de qualquer maneira os edifícios escolares são sempre implantados dentro de uma zona de proximidade. Isso quer dizer que, normalmente, pressupõe-se que nós podemos ir a pé para a escola. Então, geograficamente, os edifícios escolares sempre têm um grau de envolvimento que abrange o mesmo território geográfico. De qualquer maneira, em se tratando das áreas urbanas, a escola sempre tem uma presença e uma relação intrínseca com o bairro, e isso é muito normal.
Volto a falar aqui o que disse antes que, particularmente na França, os espaços pertencentes ao edifício escolar não são compreendidos como um território público, de tal maneira como ocorre com a imagem de uma praça pelo fato de ser um espaço público. É um espaço fechado, onde as crianças são protegidas. Isso faz com que talvez seja bem diferente de um espaço público urbano, tal como são os parques, as praças, ou algo do tipo. Enfim, também não quero dizer que os edifícios escolares, em geral, sejam configuradores de fortalezas, ou algum tipo de prisão, porque, mesmo assim, no interior da escola, a cidade é perceptível. Por outro lado, nós não podemos dizer que aqui, as escolas sejam total e claramente definidas como um espaço público da cidade, suponho.
HI: O espaço educacional também pode ser compreendido como um produto de projetos político-pedagógicos, os quais repercutem na arquitetura do edifício e da cidade. Consideraremos, por ora, a hipótese de que se o projeto político-pedagógico pode definir o programa de arquitetura, o mesmo também teria potencial para definir os modos de relação do edifício escolar com a cidade. Com base nas suas experiências, isso ocorre no cenário francês?
AL: Primeiro, é claro que a educação é um assunto extremamente político. A depender de cada país, creio que podemos ver seus ideais de democracia manifestados por meio de um modelo de escola pública idealizado, então representado pela arquitetura do edifício escolar. Isso, por si só, permitiria afirmar que o assunto da educação é relevante e altamente político. Em segundo lugar, a concepção da escola, se a escola é gratuita, se a escola é aberta, se a escola não faz distinção entre as classes sociais, é necessário que a escola esteja profundamente ligada ao projeto político-pedagógico de uma sociedade e para formar uma sociedade.
Com relação à configuração dos espaços educacionais, a arquitetura de uma escola, pelo menos hoje interpretada de maneira também contemporânea, está ligada às suas diretrizes de conforto e da qualidade que um espaço deve proporcionar às atividades básicas de ensino-aprendizagem. Vamos dizer que, talvez, mais ou menos na França, dentro da ideia de que a escola deve representar um Estado, estaríamos próximos de uma integrar o edifício escolar às experiências cotidianas da população, no sentido de que esse seja um componente familiarizável no cotidiano das vivências sociais e na construção da paisagem urbana, assim como do próprio lugar.
Não concordaria com a ideia de que as escolas maternais ou elementares devam ter intencionalidades à orientação de expressar monumentalidade em suas formas arquitetônicas, ao menos para atrelar um significado particular. Em todo caso, mesmo no século 19, tinha-se modelos que eram muito mais reconhecíveis. Que a gente reconhece muito mais que hoje. Creio que hoje não há uma relação direta de demonstração de arquitetura, mesmo que a disciplina da educação seja muito política. Acredito que as escolas são hoje muito mais pensadas para garantir qualidade funcional, conforto, possibilidades de educação, mas não para representar algumas coisas.
Estudantes e tutores participantes com a dupla Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal durante o IV Innovative Learning Spaces
Anne Lacaton
Nascida na França em 1955, se graduou arquiteta pela École Nationale Supérieure d'Architecture et de Paysage de Bordeaux em 1980. Diplomada em Planejamento Urbano de 1984 pela Universidade Bordeaux Montaigne. De modo geral, a influência da configuração arquitetônica dos projetos elaborados por Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal veio da própria experiência em Niger, país no qual a dupla teria se sensibilizado com o aproveitamento de recursos para edificações em face das questões socioculturais. Desde então, o trabalho de Lacaton em conjunto com o arquiteto e sócio Vassal, prima pela consideração e reabilitação das pré-existências como ponto de partida para elaboração de seus projetos. Anne Lacaton foi recentemente laureada pela Prêmio Pritzker de Arquitetura 2021.
Haniel Israel
Arquiteto e urbanista pela FAU Mackenzie (2017). É pesquisador do Laboratório de Projetos e Políticas Públicas desde 2015, onde atualmente coorienta o grupo Espaços Educacionais Inovadores, no qual também desenvolve sua tese de doutorado, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Valter Caldana é arquiteto e urbanista pela FAU USP (1985). Ali obteve o título de Mestre em Planejamento Urbano e Regional (1994) e Doutor em Projeto de Arquitetura (2005). É Professor Titular da FAU Mackenzie, na graduação e pós-graduação. Professor convidado em universidades na França e na Itália. É Coordenador Geral do Laboratório de Projetos e Políticas Públicas, LPP, e Conselheiro Federal do Conselho Nacional de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, CAU-BR.
Entrevista
O material desta entrevista está inserido no âmbito de pesquisa de Mestrado, cuja dissertação foi intitulada “Centros Educacionais Unificados de São Paulo (2004-2019: edifício escolar, praça de equipamentos públicos e cidade”, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie em agosto de 2020.
A viagem de pesquisa à Paris, em 2019, teve por interesse primário o aprofundamento de questões históricas sobre os projetos arquitetônicos de equipamentos educacionais desenvolvidos na França. O objetivo geral desta pesquisa centrou-se em estudar as relações entre os equipamentos educacionais e a cidade, considerando as políticas públicas educacionais e a produção de cidade por meio de espaços educacionais. Nesse contexto, as perguntas da entrevista foram formuladas de acordo com objetivos específicos da pesquisa em questão.
A autorização para a publicação da entrevista foi concedida ao entrevistador pela arquiteta Anne Lacaton no dia 4 de maio de 2021.
Escritório Lacaton & Vassal Architectes, Paris
produção
locação da entrevista Escritório Lacaton & Vassal Architectes, Paris
data da entrevista 28 de outubro de 2019
idioma original da entrevista francês
entrevistador Haniel Israel
gravação de áudio e transcrição da entrevista Haniel Israel
revisão da tradução francês-português Clémentine Briand
supervisão da entrevista e revisão geral Valter Caldana