português Leia a entrevista com Luca Panhota, arquiteto paulistano formado em 2004 no Instituto Pratt de Nova Iorque. Foi premiado em 2008 pela Associação Internacional de Design de Interiores de Nova Iorque
english Interview with Luca Panhota, architect from São Paulo formed in 2004 at Pratt Institute in New York. He was awarded in 2008 by the International Interior Design Association in New York
español Lea la entrevista con Luca Panhota, arquitecto oriundo de San Pablo formado en 2004 en el instituto Pratt de Nueva York. Fue premiado en 2008 por la Asociación Internacional de Diseño de Interiores de Nueva York
A arquitetura contemporânea vive há certo tempo o processo de Globalização do seu métier, através de escritórios que num primeiro momento tem uma clientela internacional. Além dos clientes e concursos dos quais participam, a divisão de trabalho entre projeto, seu detalhamento e sua realização também se divide em várias equipes especializadas distribuídas por outros tantos países. Regra geral se situam em cidades globalizadas, como Nova Iorque, Londres, Paris, Amsterdã, etc.
Pensando na importância desse métier no contexto atual e em como ele acontece, estamos aqui entrevistando um arquiteto brasileiro que nos revela o cotidiano e a realidade de um grande escritório globalizado de arquitetura e urbanismo em Nova Iorque, onde trabalha.
Luca Panhota nasceu em São Paulo em 1967 e reside nos Estados Unidos desde 1998. Formou-se em arquitetura pelo Instituto Pratt de Nova Iorque em 2004. Apesar de ser um arquiteto recém-formado, em curto espaço de;tempo conquistou um lugar ao sol,;muito bom, aliás, dentro do competitivo;mercado de trabalho de Manhattan, tendo sido premiado em 2008 pela Associação Internacional de Design de Interiores de Nova Iorque. ;Atualmente está coordenando a execução de seu projeto para um hotel da rede W em Amã, Jordânia dentro do escritório de arquitetura Perkins+Will.
Saraya. Vista geral Maquete eletrônica de Perkins + Wills
Instituto Pratt
César Sartorelli: Como surgiu essa idéia de mudar da profissão de Analista de Negócios para arquiteto?
Luca Panhota: Sempre tive grande admiração por arquitetura. Conversando com meu sobrinho que está prestes a entrar na faculdade, lembrei-me de quando era pequeno e adorava brincar com legos e blocos de madeira, construindo casas, carros e garagens com os blocos miniaturas. Sempre tive uma grande preocupação para que as peças se conectassem precisamente e estivessem com a mesma cor e forma. De família pobre e sem muita informação sobre profissões e disponibilidades, sabia que queria vencer de alguma forma e poder prover para mim e minha família. Isto foi no final dos anos 70 e início dos 80. Por causa do surgimento dos computadores pessoais e da tecnologia, optei pelo campo de informática, o qual acreditava me daria possibilidade de continuar criando coisas em menor escala e esteticamente agradáveis.
Comecei a trabalhar na Gessy Lever em 1991, um ano antes de me formar na universidade em Administração de Empresas com ênfase em Análise de Sistemas. Paralelamente, como sempre gostei de línguas e do estrangeiro, estudava Inglês, Francês, Italiano e Espanhol. A Gessy Lever proporcionou-me oportunidades de viajar e ampliar meus horizontes e, aliado à facilidade de poder comunicar-me em vários deles, resolvi cursar pós-graduação em Comércio Internacional. Chegamos ao final dos anos 90: o país em crise e intenso êxodo de profissionais para o exterior. Como sempre quis tentar a vida fora, resolvi mudar para Nova Iorque. Aqui cheguei como Gerente de Projetos de uma empresa de consultoria e comecei a visitar empresas e a conhecer mais o mundo das indústrias americanas. Descobrir que a “visão” que temos dos Estados Unidos não é nada parecida com a realidade. As indústrias são arcaicas e o método de trabalho é retrógrado. Resultado: desilusão. Fiquei perdido por um período e em dúvidas, e quando estamos em dúvida, geralmente procuramos soluções onde nos sentimos mais confortáveis. Comecei a estudar pintura a óleo e desenho, num modo de obter gratificação imediata. Lembrei-me com doçura do tempo em que era criança e me perdia nos desenhos e nas cores. Procurei ajuda com um Orientador Vocacional, professor da escola na qual estudava. Lembrei que sempre quis construir, e fazer algo mais tangível e palpável. Um amigo no Brasil me pôs em contato com Arthur Casas. Enquanto perguntava-lhe como era a vida de um arquiteto brasileiro em NYC, disse que me sentia frustrado por não ter perseguido uma vida de arquiteto. Ele então respondeu: “... então deixe de ser frustrado e faca arquitetura, nos só vivemos uma vez”. Isto tem sido meu mantra a partir de então. Procurei informações sobre cursos de arquitetura, montei um portfólio com meus trabalhos de fotografia, pintura e desenho, e fiz inscrição na Columbia University e Pratt Institute, ambos em NYC, onde acabei optando pela Pratt Institute.
CS: Como foi sua formação em Arquitetura nos EUA?
LP: Uma coisa muito legal da Pratt foi que o curso que fizemos era novo. Fomos a primeira turma e a reitora dos cursos de graduação, Catherine Ingrahan, estava muito empenhada em criar o melhor curso de graduação em arquitetura, para os que não tinham background em arquitetura. O curso foi ótimo. Durou 3 anos, de forma integral, com 84 créditos. Tínhamos sempre incentivos para estágios e conexões com o mundo da arte e arquitetura. Tínhamos palestras constantes com Zaha Hadid, Diller Scofidio, Bernard Tcshumi, Terence Riley entre outros.
CS: O curso é mais técnico ou teórico?
LP: O curso foi muito intensivo e desenhado para quem não tinha background em arquitetura. Minha turma era composta de coreógrafos, estudantes de ciência política, administradores, contadores, pintores e, acredite, um geógrafo.
O curso foi ambos, muito teórico e técnico ao mesmo tempo. Como já éramos formados em alguma profissão, não tivemos cursos básicos relacionados com primeira formação, consequentemente não tivemos aulas de história e fomos direto para aulas de teoria da arquitetura. Nos estúdios, os trabalhos tinham uma base de investigação teórica e assumia-se que já sabíamos desenhar e nos expressarmos em forma gráfica; porém muitos de nós já usávamos o computador como gerador de imagens e formas, facilitando assim a compreensão do espaço tridimensional. Claro que tivemos cursos técnicos como cálculo de estruturas, sistemas mecânicos e elétricos, porém os meus preferidos foram os cursos teóricos mais abrangentes. Não só estudamos os clássicos de arquitetura, como tivemos uma vasta abordagem da arquitetura mundial incluindo regiões pouco estudadas como a Índia, o Oriente Médio e a o resto da Ásia, assim como exemplos de questões atuais como problemas em Israel, êxodos urbanos e rurais e até estudos sobre a periferia brasileira.
CS: Depois de formado o arquiteto já assina os projetos como no Brasil?
LP: Depois de formado, o arquiteto nos Estados Unidos deve passar por um doloroso processo de estágios, mal remunerados, onde se espera que aprenda e passe por várias fases do processo em um escritório de arquitetura. Esses estágios chamam-se IDP – Internship Development Program e é composto de 700 unidades, sendo 350 para design e documentos, 70 para administração de construção, 35 para atividades de gerenciamento, 10 em serviços para a comunidade e 235 em uma área de especialização. ;Esse programa tem a duração de 3 anos, e são poucos os que conseguem cumpri-lo nesse período, pois cada unidade equivale a 8 horas de trabalho nas respectivas áreas. Após terminar o IDP, o candidato à profissão tem que submeter-se à análise do Conselho de Arquitetura dos Estados Unidos, que avalia se o candidato está apto ou não a prestar os recentes e atuais 7 exames (até o ano passado eram 9 exames) para poder tirar a licença de arquiteto e finalmente obter o título e assinar projetos.
Aliados a estes exames, as empresas estão hoje exigindo do candidato a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), para que os profissionais possam ter uma melhor compreensão dos problemas e soluções do mundo atual e que possam também propor projetos com um design sustentável.
Estudo da entrada
Bartle, Bogle and Hegarty Foto Gensler
César Sartorelli: Trabalhar em Nova Iorque tem alguma particularidade diversa de trabalhar em outras cidades ou regiões americanas? Como é o mercado?
Luca Panhota: Trabalhar em Nova Iorque é muito interessante. Ainda tida como o centro da vanguarda dos Estados Unidos, onde vários estão de passagem e existe muita mudança, NYC é ótimo para as empresas que trabalham na parte de interiores, como a Gensler, que foi meu primeiro emprego na área de arquitetura. Quer sejam empresas que querem abrir seu primeiro escritório em NYC ou empresas que já estão aqui por algum tempo, existe muito trabalho e oportunidade. A competitividade entre os escritórios de arquitetura é igualmente muito grande. A Gensler, que possui maior lucratividade, faz uso de um método organizado e tecnologicamente avançado na hora de lidar com projetos, fazendo-os tornarem-se muito lucrativos. Existe, por exemplo, um banco de dados de detalhes que vira parte de seu projeto com apenas um clique do mouse.
CS: Em quais escritórios você trabalhou?
LP: Meu primeiro trabalho na área de arquitetura foi na Gensler, uma das maiores empresas do país e situada no Rockfeller Center, no coração de Manhattan. Com 450 funcionários somente em NYC, a Gensler é globalizada e atua em Nova Iorque no mercado de interiores comerciais. Agora trabalho na Perkins+Will, também um grande escritório com 150 funcionários em NY, que é especializada em Design Sustentável e tem uma cartela de clientes mista nas áreas de Aeroportos, Laboratórios de Ciência e Tecnologia, Escolas primárias, secundárias e Universidades, Hospitais e Corporações comerciais e públicas.
Mapa mundi com a localização dos projeto (amarelo) e os escritórios (vermelho) da Perkins + Will
César Sartorelli: Quando e como surgiu o escritório Perkins+Will?
Luca Panhota: Perkins+Will nasceu como um pequeno escritório em Chicago em 1935 e rapidamente se distinguiu como um criador de soluções inovadoras com consciência ambiental. Hoje, 70 anos depois, Perkins+Will tem 1800 profissionais de arquitetura, possui 22 escritórios no mundo e é especializado em design de interiores, planejamento e estratégias em urbanismo. P+W é hoje um líder em design sustentável e tem o maior número de profissionais certificados LEED do que qualquer outra empresa de design.
CS: Como funciona o cotidiano de trabalho da Perkins+Will?
LP: O escritório é muito ativo, temos reuniões com clientes e consultores para algum projeto todos os dias.; Nossas “team rooms” (salas de reunião) são usadas constantemente porque existe muita colaboração entre todos os escritórios, e usamos equipamento de vídeo conferência para reduzir o tempo de deslocamento dos profissionais. Em 2 anos e meio de trabalho, já fiz projetos pequenos muito rápidos, projetos para concorrências que demoram apenas 2 semanas, interiores que duram 6 meses e agora um projeto que já está há um ano em programação e vai até 2011. A política é que um funcionário fique num projeto do começo ao fim, passando assim por todas as suas fases, mas isto nem sempre ocorre e temos sempre uns especialistas pulando de um projeto a outro.
Nosso local de trabalho é um grande espaço aberto, não temos escritórios fechados, trabalhamos em baias tipo “benches” onde em cada “cluster” existem 10 profissionais, sendo que pelo menos um deles é um sócio/diretor.
CS: Existe um laboratório de materiais no escritório? Como ele funciona?
LP: O que temos é uma “biblioteca” de materiais, livros e códigos de edificação. Funciona como uma central de recursos para os projetos, onde os vendedores têm um lugar para expor as mercadorias e os designers têm um lugar centralizado para procurar. Existem amostras e brochuras (binders) de tudo, desde papel de parede a tijolos e vidros especializados. Nessa “biblioteca” algumas pessoas mantêm uma seção própria, como eu, com os materiais que usei no passado e os materiais que gostaria de usar no futuro. Outros designers preferem trabalhar por projeto, então, alguns projetos têm uma gaveta de materiais. Como a Perkins + Will é 100% “verde”, os materiais a serem usados têm que ter selo de garantia e serem ecologicamente corretos – não usamos vinil como piso, ou cola que tem VOC, etc.. Recentemente tive a oportunidade de usar em dois projetos madeira teka reciclada. Às vezes alguns fornecedores cobram por suas amostras, mas se o designer usa ou usou o produto anteriormente, as amostras são gratuitas.
A bibliotecária é responsável também por organizar almoços-palestras com os fornecedores e empresas de produtos que, além de contribuir para manter atualizados os profissionais com o que há de novo no mercado, permite as pessoas agruparem-se para discutir sobre um produto que estão usando para um projeto específico e trocarem idéias e experiências.
Escritório da Perkins+Will
Saraya [fonte: Maquete eletrônica Perkins + Will]
César Sartorelli: Você foi premiado por um projeto de arquitetura de interiores? Conte um pouco sobre esse prêmio?
Luca Panhota: O prêmio oferecido anualmente pela IIDA NY (International Interior Design Association chapter NY) foi para o último projeto que concebi quando estava na Gensler, que foi para o Banco UBS, situado na Park Avenue. O design foi premiado na categoria “Hospitality” no “2008 Lester Dundes Interior Design Competion”. O prêmio de design é muito importante para o reconhecimento profissional. Fiquei muito orgulhoso de ter tido a oportunidade de trabalhar neste projeto onde o cliente manteve a mente aberta e apostou no projeto como “flagship” de sua empresa.
CS: Como foi o processo que culminou na execução por você do projeto do Hotel da rede W em Amã?
LP: Em julho de 2007, fomos convidados a submeter uma idéia para um projeto de um hotel e sede para o incorporador em Amã. Nós competimos com 2 outras empresas e fomos selecionados. Foi um processo muito rápido, que durou apenas 2 semanas para concepção e execução. Seguimos o programa que estava na “RFP – Request for Proposal” e apresentamos o projeto. A incorporadora não tinha ainda a bandeira do hotel. Até então não sabíamos que seria um W hotel. Foi apenas em Novembro de 2007, quando tivemos uma reunião em Londres com os diretores de desenvolvimento da Starwood, que descobrimos qual seria a bandeira.
CS: Conte um pouco sobre o projeto e sua concepção?
LP: O projeto tem como idéia a arquitetura dos nabatians e as formações rochosas de Petra. A idéia básica é que o prédio é uma rocha que foi escavada e, ao invés de água, há circulação. Nessa linha, os elevadores e o living room do hotel são totalmente transparentes. O andar térreo possui 4 funções distintas e igualmente prioritárias, como entrado W hotel, lobby para o próprio empreendedor, lobby para residências e entrada para um espaço multi-uso e eventos. Para enfatizar e diferenciar a utilização da área resolvemos mover a recepção do hotel para o quinto andar, orquestrando então a entrada com a primeira experiência do hóspede. Ao chegar ao hotel, necessariamente tomar-se-á um dos três elevadores panorâmicos que estão em frente de uma cascata de água para chegar ao 5º. Andar, aonde a recepção (check in) se mistura com o living room do hotel, simultaneamente ativando e acionando o uso do bar. Uma brincadeira interna é que mesmo antes de fazer o check in você já está com um Martini na mão e aproveitando a vista do bar.
A organização do projeto é segmentada por causa da natureza mista do seu programa: um hotel com 280 quartos, o edifício sede do incorporador, um spa, um night-club, condomínios residenciais e uma suíte presidencial no topo do prédio para uma das famílias mais ricas da Jordânia. O projeto conta com uma fachada que foi estudada e testada em sua concepção e criação, fazendo com que a mesma tenha várias configurações, devido à sombra, durante várias partes do dia, de acordo com a posição do sol.
CS: Como é o processo de execução de um projeto como esse, da concepção à finalização?
LP: Complexo. Temos um grupo excelente de consultores em várias partes do mundo, porque é um projeto internacional e globalizado: o nosso Designer de Iluminação é de Insbruck, o Designer de Interior de Amsterdã, Paisagista de Denver, Engenheiros de Beirute, sem falar que um dos clientes é na Jordânia e outro (Rede W Hotel) é em Bruxelas. Meu dia começa às 8 da manhã, quando já é o final da tarde para meu cliente e engenheiros, muita da comunicação é feita durante a manhã, e a maioria dos desenvolvimentos é feita pela tarde e noite, pois as coisas que foram pedidas e prometidas durante a manhã são sempre para o dia posterior seguinte.
O projeto é a toque de caixa. Quando fizemos o lançamento em Janeiro de 2008 em Amã, o cliente nos levou ao site para mostrar que eles já haviam escavado 26 metros de profundidade.
Muitos pacotes pequenos já foram emitidos, mal terminamos o anteprojeto e já tivemos que fazer as especificações das fundações para serem contratadas. Trabalhamos 12 a 14 horas por dia e com uma equipe enxuta, mas é um prazer, é recompensador ver a produção e evolução de uma idéia em um projeto arquitetônico assim tão rápido.
Saraya, planta baixa
Banco UBS. Lobby Foto Nick Lehoux/ Gensler
Luca Panhota
Mestre em Arquitetura pelo Instituto Pratt de Nova Iorque e pós-graduado em Comércio Internacional pelas Faculdades Associadas de São Paulo. Reside em Nova Iorque desde 1998, onde realizou projetos de design de interiores e arquitetura para clientes tais como: L’Oreal, IBM, BMG Columbia Records, McKinsey ; Co. e para a Stern Business School, New York University (todos em Nova Iorque); ;Saraya Headquarters Hotel and Residences (Amã, Jordânia); Banco Fidelity Investments (Boston), Bloomberg Headquarters (Londres, Jerusalém, Dublin e Nova Iorque) entre outros.
Teve publicados seus trabalhos para a BMG Columbia Records e para a agência de propaganda BBH na revista Interior Design Magazine (Agosto e Dezembro de 2007).
Atuou como professor convidado para avaliação de trabalhos finais do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo e na Escola de Artes Visuais do Instituto Pratt de Nova Iorque, e como professor assistente no Instituto Universitário de Arquitetura em Veneza.
Recebeu o prêmio “2008 Lester Dundes Interior Design Competion” na categoria “Hospitality” pela IIDA NY (International Interior Design Association chapter NY).
Trabalhou nos escritórios Gensler ; Associates de design de interiores e atualmente está contratado pelo Perkins+Will em Nova Iorque.
Entrevista
A presente entrevista foi realizada entre 9 e 19 de dezembro de 2008, por e-mail e conversas no Skype, e foi disponibilizada em Vitruvius em setembro de 2005.
César Sartorelli
César Augusto Sartorelli é formado pela FAU-USP em 1985 e Mestre pela PUCSP em 2005 Especializado em curadoria e gestão de exposições, atuou desde 1985 em várias instituições públicas e privadas tais como: Oficina Cultural Oswald de Andrade (diretor), Centro Cultural São Paulo, entre outras. Foi Coordenador de Produção da Exposição Amazônia Design, Moda e Ecomercado no World Financial Center de Nova Iorque em 2008. É professor do curso de Extensão Lato Sensu Planejamento e Organização de Eventos pela Universidade Gama Filho.