entrevista ISSN 2175-6708
030.02 · ed. 08.030

sinopses

português
Raíssa de Oliveira entrevista o arquiteto Marcelo Ferraz, sócio do escritório Brasil Arquitetura, onde mostra o seu ponto de vista sobre a dialética entre o antigo e o novo através de suas experiências, sua formação e seu contato com a arquiteta Lina Bo

english
Raissa de Oliveira interviews the architect Marcelo Ferraz, partener of escritório Brasil, that shows his point of view on the dialectic between old and new through their experiences, their training and contact with the architect Lina Bo Bardi

español
Raíssa de Oliveira entrevista al arquitecto Marcelo Ferraz, socio del estudio Brasil Arquitectura, donde muestra su punto de vista sobre la dialéctica entre lo viejo y lo nuevo a través de sus experiencias, su formación y su contacto con Lina Bo Bardi

como citar

Raíssa Oliveira. “Marcelo Carvalho Ferraz”. Vitruvius entrevista, ed. 08.030. Disponível em: https://vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/08.030/3295

Marcelo Ferraz

É cada vez mais freqüente a preocupação dos arquitetos e urbanistas com o enfrentamento da cidade antiga na proposição diária de novos projetos. Neste sentido, perguntam-se quais os critérios, parâmetros e limites colocados para a invenção de algo novo em locais considerados importantes marcos referenciais da cidade. Como lidar com o patrimônio histórico sem cristalizá-lo num passado totalmente distante e sem sentido para nós hoje?

Nota-se que o problema colocado perpassa diversos temas muitas vezes ignorados na rotina diária de um escritório. Com isso, é destruída e construída continuamente cidade sobre cidade até que se perceba um dia qualidades perdidas – e tudo isso sobre o tom nostálgico das perdas.

As transformações das cidades são absolutamente esperadas, mas até que ponto estas mudanças conseguem agregar qualidades? Na maior parte dos casos nota-se que as contínuas destruições do existente além de ignorar sua importância referencial não garante a qualidade esperada. Nesta realidade configuram-se dois lados distintos e incomunicáveis de atuação: aqueles que defendem o novo a qualquer custo de destruição (disponíveis para mostrar suas “obras-primas”); e aqueles que defendem o antigo como peças raras e intocáveis pertencentes a um passado distante.

Marcelo Ferraz mostra nesta entrevista o seu ponto de vista sobre a dialética entre o antigo e o novo – enfrentada diariamente no seu escritório. Sua posição configura um outro caminho, rompendo com a idéia de oposição entre as categorias de permanência e modificação. É através da própria experiência prática que Marcelo Ferraz constrói esse repertório. Dessa forma, o arquiteto fala das suas experiências, sua formação e seu contato com a arquiteta Lina Bo Bardi na construção deste juízo crítico sobre a preexistência. Neste sentido, dois projetos em espaços considerados importantes marcos referenciais da cidade realizados na década de 1980 são abordados: o Centro Histórico de Salvador e o Concurso Público de renovação do Vale do Anhangabaú.

Francisco Fanucci, André Vainer, Lina Bo Bardi, Marcelo Ferraz, Paulo Fecarotta, Guilherme Paoliello, Bel Paoliello, Marcelo Suzuki e Ucho Carvalho. Equipe do Concurso do Anhangabaú
[fonte: FERRAZ, Marcelo Carvalho. Lina Bo Bardi. Instituto Lina Bo e P.M. Bardi]